Tópicos da Semana – Edição de 12/09/20

Publicado em 12/09/2020 00:09

Por Lelo Sampaio

Banhistas na pandemia
O final de semana prolongado por conta do feriado desta segunda-feira, 7 de setembro, motivou centenas de pessoas a saírem de casa. As pessoas voltaram a ocupar as areias das principais prainhas de toda a região. Para se ter uma ideia, Santa Albertina virou assunto após fotos e vídeos de aglomerações e grande movimentação de pessoas, muitas delas sem máscaras, serem divulgados. Nas redes sociais, a página do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Santa Albertina postou um recado que chamou a atenção para a falta de cuidados das pessoas: “Prainha de Santa Albertina lotada. Povo tudo sem cuidar. Triste saber que nossa luta não tá valendo a pena!!! Triste !!!!”.
Dane-se o vírus
Mesmo com todo o trabalho de conscientização realizado pelas prefeituras, não só daqui de nossa região, mas por praticamente todas as administrações municipais do país no sentido de prestar apoio e informação sobre o perigo do contágio do novo coronavírus, principalmente em locais com aglomeração, o não uso de máscaras e álcool gel, o que se vê é que realmente as pessoas apertaram a tecla f. e escancararam de vez. Muitos dizem “não me envolvo nisso”, “não me interessa” ou “não é problema meu”, ou seja, é o velho ditado popular que diz: “Dane-se o mundo que eu não me chamo Raimundo”.
Aglomerações
Com o feriado de 7 de setembro, era de se esperar que nossa região fosse receber muitos turistas pois, assim como milhares de turistas foram para as praias, aqui não foi diferente, é claro que em menor proporção. O que vimos foram prainhas da cidade e de municípios da microrregião lotadas de pessoas se divertindo e curtindo o sol como se não estivéssemos vivendo uma pandemia.
Coronavírus?
O fato é que a desconfiança de algumas pessoas na pandemia do novo coronavírus está entre os exemplos da crise de credibilidade que atingiu a ciência em geral. Apesar das evidências sobre a Covid-19, há ainda quem conteste a confiabilidade dos estudos científicos e dos próprios pesquisadores. Outros, de forma pior, escutam sobre a problemática sem “escutar” e saem por aí a revelia.
Falta de confiança
Há uma série de estudos busca identificar as razões pelas quais algumas pessoas não confiam na ciência, apesar das informações disponíveis sobre a pandemia do coronavírus, a eficácia de vacinas ou a mudança climática. Entre essas razões estão a religião, a posição política, a moralidade e o grau de conhecimento científico das pessoas.
Somos finitos
A negação da ciência se relaciona à resistência em lidar com as incertezas que envolvem a pandemia. Além de toda a incerteza, no caso da pandemia, existem as más notícias. A ciência dá as más notícias porque nos coloca frente à nossa finitude, aos limites de nossa onisciência e onipotência e é justamente isso que muitos ainda não querem enxergar, assim como o fazem com a única certeza da vida, que é a morte.
A farra foi boa
O fim de semana prolongado, que emendou com o feriado do Dia da Independência, comemorado nesta segunda-feira (7), foi de praias, parques e bares lotados pelo Brasil.
Mesmo com restrições e limitações impostas por prefeituras e governos estaduais para conter a disseminação do novo coronavírus, brasileiros se aglomeraram em espaços de lazer e em festas particulares. A situação ocorreu nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Rio Grande do Norte, entre outros.
Vídeo fake
Nos últimos dias começou a circular na internet um vídeo fake no qual o prefeito de Votuporanga, João Dado, teria resolvido “chutar o pau da barraca” ofendendo a população daquele município. Nas imagens, ele, de máscara, fala sobre o decreto, dizendo que assinou o documento para a população poder beber “pinga no boteco, nos bares e nos vizinhos”. Ele teria também desabafado sobre as aglomerações observadas na cidade. “Quer morrer? Morra”, teria falado o prefeito. Também sobraram ofensas à população de Votuporanga, pois ele teria dito que não se importa com o que irão fazer, mas que o decreto permitiria que todos fizessem o que quisessem.
Não perde o humor
Evidentemente que se trata de uma montagem. No dia 21 de agosto, Dada assinou um decreto liberando a abertura de bares, restaurantes, salões de beleza e academias na cidade. A notícia causou espanto para muito moradores, pois na época a cidade se encontrava na fase laranja de flexibilização do Plano São Paulo, mas, como o brasileiro não perde o humor, resolveram pegar as imagens quando Dado anunciava o verdadeiro decreto para fazer tal montagem.
Montagem
Ó, 8h10, eu tô assinando esse c**** desse decreto aqui ó pro ceis puder encher o c*** de pinga nos boteco, nos bar, nos vizinho, o que ceis quiser, ceis v***********. Num guento mais ceis ficarem me chingando de careca safado, que eu não faço nada, então v********Quer morrer, morre, seus filho da p****, seus bando de velho safado. Tudo bando de velho safado. Véio que não tem o que fazer e fica enchendo o saco nos buteco, fica enchendo o saco nos mercado, dando aglomeração. Então vai morrer tudo de coronavírus, seus a********do c******. Quero mais saber de nada não. Vou assinar esse c**** sim e, quem quiser morrer, morre de Covid. Quem quiser morrer bêbado nas esquinas, morre. Mas vai poder beber, jogar bola, fazer o que vocês quiser, Não quero mais saber de nada, já tô de saco cheio já, seus filho da****. V**********de vocês tudo e v***********, vou assinar essa p**** aqui”.

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