Tópicos da Semana – Edição de 13/05/17.

Publicado em 13/05/2017 00:05

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).
Charge 13-05Plim-plim, Uhhhhhh
A Rede Globo de televisão parece ter definitivamente apostado todas as suas fichas no Juiz Sérgio Moro. É sistêmico que todos os senhores envolvidos na força-tarefa da Lava Jato, a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve cujo volume de recursos desviados dos cofres da Petrobras esteja na casa de bilhões e mais bilhões de reais, envolvendo ‘zilhões’ de pessoas nesse esquema de corrupção que envolve a companhia, querem, a todo custo, limpar o país. Fato.

Limpeza
A corrupção está cravada da carne do brasileiro, e ela não é de hoje, e muito menos foi o PT que a criou, embora haja fortes indícios de que o partido tenha se apoderado, através dos mais diversos tipos de falcatruas, de uma dinheirama sem fim, literalmente de perder de vista. Claro que tudo agora deve ser investigado, e o brasileiro vêm sentindo que estamos no caminho para uma completa higienização do que poderíamos chamar de nova ordem mundial.

Loiros de olhos azuis…
Evidentemente que está mais no que na hora de se limpar toda esta sujeira instaurada neste país tão rico e podre, inclusive a lambança do ex-presidente Lula e seus camaradas; entretanto, há de se pensar o porquê em três anos de Lava Jato nunca houve a prisão de um tucano, por exemplo, a massa cheirosa, os limpinhos. Ao que parece, agora é ou tudo ou nada, ou melhor, ou Lula ou nada.

Tudo ou nada
Vale lembrar que a lambança está evidente, sim, porém não podemos ser ‘intelectualizados’ somente pela Rede Globo. É preciso ter uma visão mais ampla da podridão, até porque agora a situação chegou a tal ponto que ou eles prendem o Lula ou não são nada. Ou prendem o Lula, ou a Globo demite muita gente por aí. E mais, se o Moro não prender o Lula, nunca conseguirá tirar o Tadeu Schimidt da frente da telinha, como aconteceu no último domingo, dia 7, quando Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo daquela emissora, permitiu que o Juiz Sérgio Moro “apresentasse” o Fantástico.

Cautela?
Talvez tenha sido o próprio juiz a ter convencido o diretor de jornalismo a abrir as portas do Fantástico, e daí, com a logo da Globo, do lado direito, embaixo, na telinha, com exclusividade, pede Moro, a quem apoia a Lava Jato, para não ir a Curitiba no dia do depoimento de Lula.

Gentalha…
Pra quem estava assistindo o fantástico, o pedido do juiz talvez tenha significado “fãs da Lava Jato, amigos do Juiz Moro, não venham a Curitiba se misturar com esse pessoal do Lula”. Ao que parece, o juiz, cauteloso, queria evitar qualquer tipo de confusão. Entretanto, se observarmos a história universal do direito mundial, jamais se viu um juiz ir a uma rede de televisão de alcance nacional, restringir o direito de ir e vir. Seja como for, ele deve ter seus objetivos.

Show
Talvez seja “muito circo” o fato de o juiz perder uma tarde toda, colocar o exército nas ruas, inclusive atiradores de elite, mudar toda a dinâmica de uma cidade, para falar de reforma de cozinha e adequação de um apartamentozinho barato, enquanto dentro da mesma operação extratos bancários comprovam movimentações financeiras provenientes de propinas no valor 220 milhões de Eduardo Cunha e sua esposa, 50 milhões de Aécio e sua irmã, 23 milhões de Serra e sua filha, 40 milhões e outros 10 milhões em cheque nominal ao presidente Michel Temer. A limpeza tem, e deve ser feita, em todos os porões sujos deste país, e logo!!!

As dificuldades de Temer
No aspecto político, as dificuldades do atual presidente existem, e não são poucas. A Lava Jato assombra o primeiro escalão do governo. A impopularidade de Temer, agravada com as reformas trabalhista e previdenciária, tende, ao que tudo indica, a afastar alguns integrantes da base.

Reforma previdenciária
Evidente que o maior desafio de Temer, a partir de agora, seja a reforma da Previdência. A base no Congresso para aprovar esse tema certamente não será a mesma, já que há divergências sobre o assunto em boa parte dos partidos. Inclusive, no fim de abril, o PSB se declarou contrário à reforma e ameaçou deixar o governo.

Vale tudo
Na corrida para garantir os 308 votos necessários à aprovação da reforma da Previdência na Câmara, o governo negocia com ruralistas um programa de parcelamento (Refis) de 15 anos para dívidas em atraso da contribuição ao Funrural -Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural e acena com novas mudanças na proposta.

Toma lá da cá!
Conforme mostrou reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, na semana passada, a negociação de dívida do Funrural virou moeda de troca para aprovação da proposta de reforma da Previdência. A bancada ruralista é uma das mais poderosas no Congresso e conta com cerca de 100 parlamentares somente na Câmara. Os ruralistas queriam o perdão da dívida do Funrural – um passivo que pode superar R$ 10 bilhões –, mas a equipe econômica não concordou com a remissão dos débitos, alegando riscos de o governo cometer crime de responsabilidade fiscal. Aonde chegamos…

 

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