Tópicos da Semana – Edição de 14/10/17

Publicado em 14/10/2017 00:10

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).

A Estância cresceu

Basta dar uma volta pela cidade, principalmente pelos bairros que surgiram nos últimos cinco ou dez anos, para verificar que Santa Fé está crescendo, e como, embora existam ainda alguns pessimistas que insistem em dizer o contrário. Além de casas muito bem construídas em novos terrenos, percebem-se também reformas suntuosas, substituindo antigos casebres. Não se discute aqui se fulano ou beltrano financiou sua construção em “zilhões” de vezes.
Problemas inerentes

O fato é que, como qualquer cidade que cresce, proporcionalmente crescem alguns problemas de ordem social. Daí a necessidade da atuação do Governo Municipal, Guarda Civil Municipal, Polícias Civil e Militar, Promotoria Pública e outros órgãos competentes. Diferentemente do que muitos querem ver, Santa Fé não está à deriva, até porque não é de hoje que diversas políticas públicas vêm sendo tomadas.
Santa paz

Nas décadas de 60, 70 e 80, a grandessíssima maioria das residências era dotada de muros baixos, de no máximo um ou dois metros, com portõezinhos com trinco e sem cadeados. As pessoas dormiam com janelas e portas abertas. Santa Fé podia ser chamada de cidadezinha pacata e calma, e, como tal, a criminalidade era praticamente zero. Pontos de drogas eram poucos, um ou dois pela cidade, e uma eventual briga resultava no máximo em alguns tabefes, salvo raríssimas exceções. Hoje há relatos de usos de amas brancas e de fogo em brigas banais.
Criminalidade

O mundo enlouqueceu. As pessoas estão mais violentas e a pobreza de uma cidade está estritamente ligada à pobreza de um país. Umas mais pobres, outras nem tanto, dependendo da destreza de seus governantes que têm que “rebolar” para manter a cidade em ordem. Santa Fé ainda é uma linda e ótima cidade para se viver, e tal façanha se deve aos nossos governantes. Evidentemente que estamos vivendo uma crise sem precedentes, com taxa desemprego altíssima. Hoje, o fácil acesso aos meios de comunicação, aliado a globalização, favorece o mundo dos roubos e assaltos, além dos assassinatos. Constata-se, tristemente, que quanto mais a fome aperta, mais o crime compensa neste país com tantas desigualdades sociais.
Minguado

Uma estimativa divulgada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – recentemente avaliou que a cidade vizinha de Jales ganhou 2.098 habitantes desde o último censo realizado em 2010. Há sete anos, a cidade tinha 47.012 habitantes, e em 1º de julho de 2017, de acordo com a estimativa, tinha 49.110. O crescimento foi de 4,46%, e é o menor entre as cidades médias da região Noroeste Paulista.
As vizinhas

Ainda assim, Jales obteve resultado mais favorável que duas de suas vizinhas. Estrela D’Oeste cresceu apenas 3,14%, com aumento de 258 habitantes desde 2010, quando tinha 8.208, e 2017, quando teria alcançado 8.466 moradores, e Urânia, que teve a mais, apenas 312 habitantes desde 2010, quando tinha 8.836 moradores, e atualmente possui 9.148. O crescimento foi de apenas 3,5%.
Santa Fé

A Estância Turística de Santa Fé do Sul ganhou 2.563 desde o Censo de 2010, subindo de 29.239 habitantes naquela época para 31.802 atualmente. A evolução é quase o dobro da verificada em Jales, 8,67% mais habitantes em sete anos.
Região

Fernandópolis, por sua vez, foi a segunda que menos cresceu entre as médias, chegando a 68.670. O aumento foi de 3.974 habitantes, em relação a 2010, ou 6,14%, e Votuporanga teria atualmente 92.768 moradores, tendo ganhado 8.076 pessoas ou 7,17% em relação aos 84.692 em 2010.
Rio Preto

Na outra ponta, a que mais cresceu foi São José do Rio Preto, que em 2010 tinha 408.258 habitantes e agora tem 450.657, um crescimento de 42.399 pessoas ou 10.38%, então atribuir ao prefeito, a Administração Municipal, o nível de violência verificado nos últimos anos naquela cidade seria pura falta de conhecimento de causa.
Andarilhos

Visando reunir esforços para discutir possíveis soluções para os casos dos andarilhos que chegam a Santa Fé do Sul, na tarde da última segunda-feira, dia 9, no Fórum da cidade, estiveram com o promotor de Justiça André de Freitas P. Losasso, representantes do Governo Municipal e da Polícia Militar. Alguns casos causam preocupação e foram apresentados à Promotoria.
Ordem na casa

Apesar da Secretaria de Ação Social oferecer todo o suporte básico, como o albergue, passagens e orientações, alguns andarilhos recusam qualquer tipo de apoio.
A reunião culminou em uma importante decisão. Todas as medidas, como laudos e relatórios, serão tomadas e apresentadas ao promotor nos próximos dias a fim de obter um possível mandado legal para a internação compulsória dos indivíduos.

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