Tópicos da Semana – Edição de 15/04/17

Publicado em 15/04/2017 00:04

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.

Charge: Leandro Gusson (Tatto).

Charge 15-04Servidores de pés sem chão

Parece que o bafafá todo realizado pelos servidores públicos municipais na quinta-feira da semana passada, no Paço Municipal, não foi o que muitos trabalhadores esperavam, e também não era pra menos. Centenas de funcionários da Prefeitura, Saae e Funec estiveram no saguão do Poder Executivo Municipal na tentativa de barrar a licitação que ocorrera para a contratação da empresa administradora do ticket-alimentação, substituindo então o 14º salário.
A solução

Acontece que o pagamento do 14º salário fora repreendido pelo Tribunal de Contas e o prefeito Ademir, a época, em comum acordo inclusive com o Sindicato e os vereadores, e até mesmo com a concordância dos de oposição, teria encontrado a saída de beneficiar os servidores com a implantação do ticket-alimentação.
Chantagem?

Ocorre que surpreendentemente alguns funcionários parecem ter feito a referida manifestação sem obedecer às formalidades legais e, imbuídos por, talvez, picuinhas políticas, saíram de seus postos de trabalho para reivindicar algo que a eles não foi tirado, ou melhor, sem causar qualquer dolo maior, haja vista que todos receberão ainda neste mês o ticket alimentação, o que para qualquer funcionário é sempre muito bem-vindo.
Falta injustificada

O mais estranho, segundo comentários, é que todos esses funcionários simplesmente deixaram de trabalhar por algumas horas para protestar, e agora cabe a Administração apurar as tais faltas injustificadas, sem obediência às formalidades legais.
Danou-se…

Como se não bastasse o Sindicato, comenta-se pela cidade que os funcionários públicos que foram ao Paço Municipal ‘reclamar por seus direitos’ teriam sido literalmente inflamados, ou melhor, induzidos, por alguns vereadores da oposição. Esses empregados, agora, poderão, inclusive, perder muitos direitos decorrentes da anotação em ficha funcional de falta injustificada. Parece que o que o Sindicato deseja é que a Prefeitura o comunique a respeito de todas as medidas que porventura forem tomadas com relação ao funcionalismo público, ou seja, será que a intenção é fazer com que a Prefeitura trabalhe para o referido Sindicato?
Direitos

Estamos na era dos ‘direitos’ e, por vezes, esquecemos os deveres. Mas todo direito há um dever correspondente, ate porque ao lado do direito de manifestação, de greve, existe o dever de lealdade, seja do servidor, do Sindicato e até mesmo dos políticos de oposição.
De leão a gato

Há comentários na cidade que o presidente do Sindicato, em reunião com o prefeito Ademir Maschio e outras autoridades, na última quarta-feira, teria ‘piado fino’, ou seja, menos colérico e provocativo do que fora na semana passada, quando mostrou na assembleia com os funcionários públicos que os servidores “tinham o direito de brigar por seus direitos”.
Oposição

Ser oposição por oposição e mais do retrógrado nos dias de hoje. É importante saber que as pessoas não aceitam mais o oportunismo para querer se aparecer. A postura política há de ser calcada na chamada política republicana, com responsabilidade. Não se pode mais aceitar as chamadas “brigas de vizinhas”.
A crise

Estamos atravessando uma crise, e neste momento em que o desemprego assola o país é preciso diálogo dos servidores por parte de todos, do Sindicato, dos funcionários e dos administradores. Quem vai com muita sede ao pote pode se engasgar!
Política com P maiúsculo

Toda boa política é construída com diálogo, respeito e responsabilidade, ou seja, ‘cada um é responsável pelo todo’, mas boa parte dos políticos prefere se deixar levar e ser conduzido geralmente por interesses menores. São os famosos “eu me amo”.
À flor da pele

É importante ressaltar que o Sindicato dos Funcionários Públicos de Santa Fé do Sul tem grande valia, desde que haja mais diálogo entre todas as partes, até porque consta que a Administração já vinha realizando o seu trabalho como previsto e acordado com os membros do Sindicato. Baderna por baderna não é cabível. É necessário responsabilidade, embasamento legal, e não no fervor dos nervos.
Consequências

Porém, geralmente depois da baderna do furdunço ficam as consequências, e cada qual deverá ser responsável por seus atos, nos limites da lei, e olha tem gente por aí que vai chorar, e como…

 

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