Tópicos da Semana – Edição de 16/09/17.

Publicado em 16/09/2017 00:09

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).
Pelas culatras
 
Não é à toa que diariamente os usuários e clientes da maioria das agências bancárias de Santa Fé, bem como as de grande parte do país, demoram consideravelmente para ser atendidos. O fato é que após a reestruturação de alguns bancos, com o fechamento de muitas agências pelo Brasil, o que se observa são agências superlotadas, com quadro reduzido de funcionários e clientes deixando de serem “pessoas” para dar lugar a meros “números”. Cada vez mais está valendo a premissa “vale quanto pesa”, se o cidadão tem ainda algum bom tostão, a ele é colocado um “tapete vermelho” e alguns gerentes arreganham todos os seus dentes; se não o tem, sai pra lá, chulé.
Avareza
 
Em outras épocas, ser funcionário de um banco significava ter o “emprego dos Deuses”, com ótimos salários e bom plano de carreira. Há pouco mais de três décadas, ao entrar em uma agência bancária, o cidadão se deparava com seis, oito ou dez caixas para atender a demanda. Era o tal olho-no-olho, cara-a-cara, contato direto e humanizado. Parece que a modernização, a informatização e a ganância dos banqueiros, é claro, só fizeram as coisas piorarem.
Mixórdia
 
Há, sim, certa precarização das condições de trabalho e do atendimento com mais tempo de espera nas filas e nos caixas eletrônicos. Com as agências superlotadas, falta funcionários para um atendimento mais eficaz, e, em grandes cidades, maior dificuldade para se deslocar até outras agências, sem contar a diminuição de serviços oferecidos e redução de caixas sempre pagando tarifas cada vez mais caras.
Se correr o bicho pega…
 
Por outro lado, muitas vezes, devido ao não aumento da jornada de trabalho, necessário justamente devido ao aumento da demanda, somado ao estresse de se “cumprir metas”, ou melhor, “socando goela abaixo” produtos e mais produtos aos seus clientes, que muitos bancos estão vendo, ou então preferem nem ver, situações de agressão moral e adoecimento de seus funcionários. Segundo estudos feitos pelo Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos –, a categoria bancária é a que mais adoece com distúrbios psíquicos.
Santa paciência
 
Ir ao banco, muitas vezes é um verdadeiro martírio, pois sabe-se que em grande parte das ocasiões o tempo despendido é tamanho que é preciso ter paciência de Jó. Não bastasse as filas nos caixas de autoatendimentos, para tratar de determinado assunto com algum atendente na área interna da agência, a morosidade é tamanha que chega a dar sono.
A lei, há, há e há
 
Muitos municípios brasileiros possuem a famosa “lei dos 15 minutos”, que limita em 15 minutos o tempo máximo de espera dos clientes na fila para atendimento nos bancos e em 30 minutos nos dias de pico. A boa lei está sendo cumprida?
Crédito salgado
 
Como os bancos, de maneira geral, somente dispõem de poucos recursos livres para empréstimos, têm proteção regulatória contra a concorrência, não podem discriminar pessoas através de escores de crédito de longo prazo (risco moral), e não conseguem recuperar parte significativa da inadimplência, os valores a serem emprestados se tornam muito caros. As absurdas taxas de juros no Brasil são, então, resultados da combinação de todos esses fatores. Por um lado, temos um sistema financeiro seguro, mas por outro lado, pouco inovador e muito caro.
Efeito destruidor
 
As empreiteiras estão na Lava-Jato, os políticos também, ou seja, não salvaria ninguém, mas o esperado é a delação de Palocci, cujos termos traria o maior potencial destruidor do mercado financeiro. Segundo o Jornal Valor Econômico, de 10 de junho de 2017, Palocci saberia dos meandros das operações financeiras no Brasil e de todas as instituições financeiras, do Itaú ao Bradesco, do Banco do Brasil a Caixa. Vixi!!!
Jocosamente
 
Por isso e segundo brinca o advogado Gilberto Antonio Luiz, Deus fez na Terra suas casas, as igrejas e o Diabo, muito invejoso, criou os Bancos, onde enterram vivos os seus ‘clientes’.
Passar a Limpo
 
Está mais do que na hora de passarmos a limpo o Brasil, com uma reforma nas pessoas, quer individualmente, quer coletivamente, para surgir um novo Brasil, na política, nos esportes, em algumas religiões e no sistema financeiro.
 
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