Tópicos da Semana – Edição de 18/07/20

Publicado em 18/07/2020 00:07

Por Lelo Sampaio

Restrição
Na segunda-feira (13), com o objetivo de tentar frear o avanço no novo coronavírus na cidade, a Administração Municipal de Santa Fé do Sul adotou medidas restritivas com relação ao comércio no município. Em uma coletiva de imprensa realizada às 10h daquele dia, o prefeito de Santa Fé, Ademir Maschio; a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Valéria Silva Campoi e a diretora Administrativa da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Fé do Sul, Nathalie dos Reis Gimenes, informaram que a partir de terça-feira (14) e até o dia 27 de julho, o horário de todos os estabelecimentos comerciais, inclusive os considerados essenciais, e prestadores de serviço do município e dos órgãos públicos, seria das 9h às 15h, de segunda a sexta.
Proibições
Como já sabemos, fora do horário estabelecido, está proibido o atendimento presencial ao público, ressalvadas as atividades internas, sem prejuízo dos serviços de entrega, os chamados delivery e drive-thru. Sábados e domingos o comércio permanecerá fechado, inclusive os supermercados.
Multas
O descumprimento das regras estabelecidas sujeitará o infrator à multa de três Unidades Fiscais do Município (UFMs). Em caso de reincidência a multa será aplicada em dobro. Se houver uma terceira autuação, o estabelecimento comercial terá o seu alvará de funcionamento cassado por trinta dias. Vale ressaltar que a Santa Casa de Misericórdia do município evidencia alta taxa de ocupação de leitos de UTI, além da grande procura por atendimento ambulatorial no setor de urgência da entidade e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Uma visão
Tão logo a notícia se espalhou pela cidade, várias pessoas correram às redes sociais para dar suas opiniões a respeito desta nova situação. Um internauta, de forma muito sensata, escreveu que “o ser humano não perde a sua essência, prefere criticar a ajudar a resolver o problema. Se abre o comércio com restrições, a maioria dos clientes e até mesmo proprietários não respeitam. Se fecha o comércio para conter o vírus, o prefeito quer quebrar a cidade. Se não fecha, o comércio, o prefeito não está preocupado com a saúde e a vida. Se abre apenas com delivery e drive thru, não respeitam e continuam vendendo para consumir no local”.
E mais
Continuou ele afirmando que “se aplicam multa por descumprimento dos decretos, é porque o prefeito quer aumentar a arrecadação e ‘ferrar’ o comerciante’. Se tenta um meio termo para tentar diminuir o número de casos e não prejudicar o comércio e quem vive dele , falam que o prefeito deveria ser mais duro. Se decretar o lockdown, vão dizer que ele está sendo duro demais e que vai falir o comércio. Se uma ação agrada os comerciantes, falam que é politicagem. Se não agrada, dizem que o prefeito não presta…”
À míngua
Todos nós estamos preocupados com um desastre financeiro ainda maior na cidade. O Governo Municipal da Estância Turística de Santa Fé do Sul vem tentando encontrar um equilíbrio entre as medidas necessárias para salvar vidas da Covid-19 e a preservação de empregos e empresas da cidade, atingidos em cheio pela pandemia e nossa situação é periclitante justamente pelo fato de sermos um país cuja economia já não estava muito “bem das pernas” antes mesmo do início do ano, embora viesse mostrando certa melhora.
Pobres brasucas
Entretanto, o que se observa é que, apesar da emergência sanitária, as medidas de isolamento e quarentena da população esbarram em limites, tanto econômicos quanto de apoio da própria população, em algumas situações. Se já é difícil para um país rico, como a França, por exemplo, manter o confinamento, imagine então para nós, pobres brasucas.
Torçamos por nós
Contudo, mesmo pensando que a quarentena é um luxo para quem pode pagá-la, entende-se que o novo decreto se faz necessário, embora a redução do horário de funcionamento do comércio em várias cidades do país mostrou que tal medida só fez com que aumentasse a aglomeração de pessoas em supermercados etc. Desta feita, resta-nos a torcer para que isso não se repita em Santa Fé do Sul e que o número de infectados e mortes caia, até porque se isso não ocorrer a solução deverá ser o lockdown.
Meio milhão
A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas a maior população de risco. O problema é que o novo coronavírus, a Covid-19, descoberto em 31 de dezembro do ano passado, após casos registrados na China, se propaga mais rapidamente, por hospedeiros assintomáticos, não tem vacina nem medicação específica e já havia matado, até a última segunda-feira (13), mais de 550 mil pessoas em todo o mundo.

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