Tópicos da Semana – Edição de 21/10/17

Publicado em 21/10/2017 00:10

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).

Será deputada?

Anteontem, dia 19, na sede da Associação Antialcoólica de Santa Fé do Sul, Elena Rosa Vidoti, candidata à prefeita nas últimas eleições, e que obteve somente 1.689 votos, ou 9,90 % dos votos válidos, contra o candidato eleito Ademir Maschio, com 9.984, ou 57,92 dos votos, se filiou ao Partido Patriota, cujo filiado mais conhecido será nada mais nada menos que Jair Bolsonaro. O slogan do partido é “O Brasil acima de tudo”, e o lema é “O Brasil acima de todos. Deus acima de tudo”.
Troca-troca

Elena Rosa, que poderá se candidatar a deputada Federal pela sigla, foi vereadora em Santa Fé por dois mandatos, tendo sido também vice-presidente da Câmara Municipal nos dois mandatos. No pleito anterior, foi vice-prefeita de Armando Rossafa. Em sua trajetória política de mais de 20 anos, já passou por diversos partidos, como PTB, Solidariedade, PTN, PMDB, e agora tem sido o centro de diversas discussões, uma vez que muitos alegam que “definitivamente se perdeu na política, perdeu a sua identidade, não tem grupo e não consegue apoio, além de não saber se vai ou se fica”.
Descompromisso x traição

Por outro lado, há o seguinte questionamento: será que foi ela que não teve compromisso com as legendas e grupos ou foram as legendas e os grupos que não tiveram compromisso e respeito com ela? O assunto é de se pensar também…. Muitos alegam que Elena Rosa teria sido traída pelos grupos que pertenceu durante sua jornada política.
E não é que a moda pegou?

Seguindo a “moda” que parece ter pegado no meio político, ex-vereadores e ex-prefeitos da região agora estão pleiteando judicialmente férias não gozadas, décimo terceiro e até mesmo o terço de férias. Alguns prefeitos já tiveram seus pedidos negados e comenta-se pela cidade que, agora, a juíza Melissa Bethel Molina de Lima, da Vara do Juizado Especial Cível de Santa Fé do Sul, julgou improcedente as ações dos ex-vereadores Claudinei dos Santos (Nei da Mariana) e Wagner Hernandes (Vaguinho da saúde). Os dois queriam receber férias, décimo terceiro e terço constitucional dos anos em que exerceram a vereança, de 2009 a 2012.
Moda II

A ex-prefeita de Rubineia, Clevoci Cardoso acaba de ingressar com uma ação cobrando férias referentes aos quatro anos em que esteve na administração municipal daquele município. O valor requerido é de R$ 54.400,00, sendo R$ 40.800,00 correspondentes as férias não gozadas e R$ 13.600,00 como adicional de um terço do valor das férias. Por outro lado, o atual prefeito, Aparecido Goulart, o Cidão, alega que o prefeito exerce a função de forma ininterrupta, defendendo os interesses dos munícipes e muitas vezes sem horário para começar e terminar o dia de trabalho.
Minguado

A Prefeitura de Rubineia, ainda segundo o prefeito, não tem como pagar esse valor, já que o Brasil passa por uma grave crise, que é do conhecimento de todos os brasileiros, que diminuiu drasticamente os valores do repasse do FPM – Fundo de Participação dos Municípios –, além de ter que arcar com vários precatórios herdados, precatórios estes que terão que ser quitados.
Voando…

O Dia das Crianças foi há poucos dias, logo vem o Dia de Finados, Proclamação da República, Natal, pimba…o ano já está praticamente terminando, e pior, de forma assustadoramente rápida. A questão é que temos a sensação de que não estamos mais conseguindo cumprir com nossos afazeres em tempo hábil, a não ser que nos dispomos de mais horas para terminar o que estamos fazendo, e isso inclui ficar mais horas no trabalho, levar trabalho para casa, ou então, acumular funções, justamente porque o tempo está curto demais.
Corre-corre

Talvez a hipóteses mais aceita para esta correria do dia-a-dia esteja relacionada a quantidade enorme de informações e experiências a que estamos sujeitos atualmente. Quando experimentamos alguma coisa pela primeira vez, mais dados são armazenados em nossa memória, pois tudo é novidade. Isso acontece, por exemplo, quando vamos pela primeira vez a um determinado lugar. Como não sabemos o caminho, nossos sentidos ficam mais ligados, absorvendo cada detalhe do trajeto. Nas outras vezes que voltamos lá, já conhecemos a rota e parece que ela encurtou, como se a primeira ida tivesse demorado mais. O mesmo vale para a nossa vida em geral, uma vez que muitas experiências são a repetição do que já vivemos antes.
Não era assim

Por outro lado, para um jovem de 12 anos, por exemplo, chegar aos 18 parece levar uma eternidade, afinal os seis anos de diferença correspondem quase à metade do tempo já vivido pela pessoa. Já para alguém que está com 50 anos, os mesmos seis anos representam apenas 10% de sua vida. Por isso, em geral, a sensação de que o tempo está voando fica mais forte à medida que envelhecemos.
Rápido e ligeiro

Por fim, há ainda quem afirme que, como vivemos num cotidiano cada vez mais acelerado, impulsionado pelos avanços tecnológicos, estaríamos nos distanciando de um suposto ritmo biológico natural, mais lento. Esse descompasso é que daria a impressão de que o tempo está passando mais depressa.

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