Tópicos da Semana – Edição de 22/08/20

Publicado em 22/08/2020 00:08

Por Lelo Sampaio

Um Maracanã e meio
O novo coronavírus segue matando muitas pessoas no interior do estado de São Paulo, assim como no Brasil e em todo o mundo. Embora os governantes de diversos Estados imponham regras de distanciamento social e o uso de máscaras entre os requisitos para a volta do comércio e espaços de lazer, grande parte dos brasileiros parece mesmo não ter medo do novo coronavírus, que já matou mais de 111 mil pessoas no país e infectou quase 3,5 milhões, segundo a contagem do Ministério da Saúde. Para termos uma noção do que isso representa, imagine aproximadamente um estádio do Maracanã e meio lotados.
Festas…
No último final de semana, principalmente nos ranchos para locação não só de Santa Fé, mas de algumas cidades vizinhas, as pessoas, muitas delas turistas, continuaram se aglomerando nas famosas festinhas regadas a churrasco e bebida, tudo muito normal, como se nada estivesse acontecendo e como se o momento fosse para encontros. Basta circular por estas cidades nos finais de semana e visitar alguns açougues para perceber que o que mais os proprietários destes estabelecimentos têm vendido são produtos para churrasco.
Máscara pra que?
E como se não bastasse, em muitos pequenos estabelecimentos comerciais do gênero alimentício, pessoas ainda são flagradas com a máscara nos mais diversos tipos dos lugares do rosto, menos tapando devidamente a boca e o nariz. Dizem que se sentem sufocadas, com “falta de ar”, sem saberem talvez o que realmente seja sentir falta de ar, um dos sintomas do novo coronavírus e o grande problema que muitas cidades enfrentam com seus pacientes contaminados, haja vista a escassez de aparelhos respiratórios.
Inflamação
O fato é que, nos casos graves, o novo coronavírus produz um processo inflamatório em todo o corpo. Porém, isso acontece principalmente nos pulmões, gerando pneumonia e prejudicando a capacidade respiratória. O suporte ventilatório garantido pelo aparelho, portanto, faz-se necessário e normalmente está disponível apenas em leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
Ventilador pulmonar
Estudos indicam que das pessoas infectadas pelo novo coronavírus 20% desenvolvem quadros mais graves da doença e que exigem internação. Cerca de 1/4 delas vai precisar do suporte por meio do ventilador pulmonar, daí o grande problema, mas é a tal história, temos o hábito de achar que “isso nunca vai acontecer comigo”.
Churrasquinho
Na semana passada, três pessoas de uma mesma família foram contaminadas pelo novo coronavírus após uma confraternização em família em Fernandópolis. O “churrasquinho” ainda rendeu outras pessoas com sintomas e que aguardavam resultados de exames laboratoriais.
E nada de máscaras
Os encontros em família e amigos estão sendo um dos maiores transmissores da infecção, já que no “calor da bebida” e degustando o alimento, muitos dispensam o uso contínuo da máscara e acabam tendo contato entre si, principalmente quando há som alto, o que provoca aumento no volume de uma pessoa conversando com a outra, liberando ainda mais partículas de saliva.
Compartilhando objetos
Outro fator, segundo as autoridades em Saúde, o toque de várias pessoas em um mesmo talher ou copo, também se encaixa nos meios de transmissão do novo coronavírus. Em alguns desses casos já há registros de mortes, até mesmo de pessoas de pouca idade.
Dados
Sempre que a Prefeitura da Estância Turística de Santa Fé do Sul, através da Secretaria Municipal de Saúde, divulga os dados sobre o novo coronavírus no município, dezenas de “especialistas” se põem a escrever sobre o que o Poder Público e a população devem ou não fazer, como se para a Administração Municipal fosse uma tarefa de aluno de primeiro grau e logo dizem que o prefeito “não está dando conta do recado”.
Oras…
Oras, nenhum prefeito em nenhum lugar do planeta descobriu a fórmula mágica para conter o avanço do novo coronavírus. Somos todos “marinheiros de primeira viagem” e pior, a mercê de decretos dos governos federal e estadual, que, por sua vez, deu autonomia para que os prefeitos, conhecedores da realidade a qual administra, têm, ou teriam autonomia para afrouxar ou apertar os cintos quanto à pandemia.
Vai-e-vem
Muitos países da Europa que tiveram casos reduzidos drasticamente da Covid-19, com suposto nível de contaminação moderado, tiveram que retrair após terem flexibilizado bares, cafés, restaurantes, dentre outros seguimentos. Isso porque a população foi em massa às ruas e o nível de contaminação voltou a ser alarmante, ou seja, ainda não sabemos em que chão estamos pisando e provavelmente não saberemos enquanto não formos imunizados de forma eficaz.

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