Tópicos da Semana – Edição de 23/12/17

Publicado em 23/12/2017 00:12

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).

Retrospectiva 2017

Fim de ano, vida nova, novas etapas por vir e a esperança de termos um mundo melhor, de vivermos em harmonia, de não pagarmos tantos impostos, de não sermos tão sufocados economicamente, de vivermos com mais dignidade, enfim, de estarmos em paz. O ano não foi dos mais fáceis, isso ninguém pode negar, e assistimos estarrecidos a tantos fatos tristes que muitas vezes preferimos mesmo deixar para lá.
Alguns…

Ainda que suicídio não seja crime, o caso deixou o país em choque. Em janeiro, o policial militar Douglas de Jesus Vieira, de 28 anos, transmitiu a própria morte, ao vivo, pelo Facebook, no Rio de Janeiro. Nas imagens, retiradas do ar posteriormente, o soldado do 24º BPM de Queimados, região metropolitana do Rio de Janeiro, aparece com uma arma calibre 38 apontada para a própria cabeça. “Quero ver quem tem disposição pra ver bagulho ao vivo. Quem não tem estômago, mete o pé. O bagulho vai ficar doido agora”, diz o policial no vídeo. Parece roteiro de filme, entretanto foi a mais pura realidade.
Pai estuprador

Em fevereiro, uma menina de 12 anos escreveu uma carta para denunciar o pai, de 40 anos, por abusar sexualmente das duas irmãs, de 11 e 15 anos, em uma fazenda na região de Araguaiana, no Mato Grosso. Ela entregou a nota para uma professora, que levou o caso ao Conselho Tutelar e à Polícia Militar. Na carta, em que “jura por Deus” que os abusos aconteceram, a menina diz que o pai é “ruim” e que deixava as crianças tomarem bebidas alcoólicas, mas não permitia que tivessem amigos. Ao ser preso, o pai negou os crimes, mas segundo a Polícia Civil, exames confirmaram o crime.
Baleia Azul

O jogo que consiste em 50 desafios, sendo o último deles o suicídio, causou muita preocupação ao longo do ano. Em abril, dois irmãos, de 3 e 8 anos, foram internados no Alto da Paranaíba depois de comerem balas com chumbinho em um caso supostamente ligado ao jogo, que fez vítimas no Brasil e no mundo. Em maio deste ano, seu criador, Philipp Budeikin, preso em 2016 na Rússia, confessou ser a mente por trás da “Baleia Azul”. Segundo ele, a brincadeira surgiu para “limpar a sociedade”.
Testa tatuada

No início de junho, um adolescente, de 17 anos, teve a testa tatuada com a frase “eu sou ladrão e vacilão” em um momento registrado e compartilhado por um tatuador, Maycon Wesley Carvalho dos Reis, e seu vizinho, Ronildo Moreira de Araujo, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. De acordo com a dupla, o jovem havia tentado furtar uma bicicleta de um homem sem perna. Segundo o adolescente, não houve tentativa de furto. Ele disse que estava muito bêbado e que apenas “colocou a mão em uma bicicleta”. A Prefeitura de São Bernardo do Campo se comprometeu em realizar todo o procedimento médico e cirúrgico para a remoção da tatuagem.
Agredida por aluno

Em agosto, a professora Marcia Friggi foi agredida com uma sequência de socos por um aluno de 15 anos que havia sido convidado a se retirar da sala por mau comportamento em uma escola pública de Santa Catarina. Após postar uma foto ensanguentada junto a um desabafo em suas redes sociais, a profissional ganhou a atenção de todo o Brasil. O mesmo estudante já havia cumprido medida socioeducativa por agressão a uma colega de classe em 2016. Em meio à polêmica, o deputado Marco Feliciano resolveu se manifestar e culpar a própria vítima, supostamente por conta de sua “militância política”.
Matou porque deu vontade

Em agosto, um jovem de 13 anos foi apreendido, acusado de matar a vizinha, Tamires Paula de Almeida, 14, em Goiás. Os dois estudavam na mesma escola, e a adolescente acabou morta na escadaria do prédio onde ambos moravam. Ela levou 10 facadas nos braços, pescoço e tórax depois de encontrar o vizinho no elevador quando se dirigia ao colégio. Ele seguiu normalmente para a instituição de ensino, onde confessou o crime para um coordenador. O rapaz revelou para colegas e para uma psicóloga da Secretaria Municipal de Educação e Esporte que cometeu o crime porque “deu vontade”.
Masturbação no coletivo

Preso por se masturbar duas vezes em transporte público No início de setembro, Diego Ferreira de Novais, 27, foi finalmente preso após ter sido apreendido pelo mesmo motivo: ejacular em uma mulher dentro de um ônibus em São Paulo. O homem afirmou que escolhe suas vítimas aleatoriamente. “A que estiver mais perto, no momento certo e no lugar certo”. O episódio causou ainda mais revolta, pois ele havia sido solto após a primeira ocorrência, graças ao juiz e ao promotor do caso, que entenderam que não havia ocorrido violência. Este ano, vários outros casos similares vieram à tona em todo o país.
Incêndio na creche

Ao todo, 13 pessoas, crianças e adultos, morreram em decorrência da tragédia causada pelo segurança Damião Soares dos Santos, 50, que jogou álcool no próprio corpo e no corpo das crianças de uma creche em Janaúba (MG), em outubro. “Ele queria o maior número de vítimas. E conseguiu”, disse o delegado Bruno Barbosa Fernandes, ao explicar que o funcionário premeditou o crime. A professora Heley de Abreu Silva Batista, 43, morreu como heroína depois de enfrentar o homem e tentar salvar o maior número de crianças. A também professora Jéssica Morgana Silva Santos, de 23 anos, morreu no dia 4 de dezembro, após quase 2 meses respirando com a ajuda de aparelhos.
Morta por causa de funk

Neste mês, a estudante Hayssa Alves de Souza Andrade, de 21 anos, foi assassinada por um policial militar no Rio de Janeiro. Vítima e policial não se conheciam, mas estavam na mesma festa, quando a jovem escolheu um funk para ser tocado na ocasião. O fato de a música fazer apologia à facção criminosa ‘Comando Vermelho’ deixou o policial irritado. A necropsia apontou 36 lesões de arma de fogo no corpo da jovem, sendo que 22 balas entraram e 14 saíram.

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