Tópicos da Semana – Edição de 27/05/17

Publicado em 27/05/2017 00:05

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).

E vamos Ficapear
Na tarde de anteontem, na Sala de Reuniões da Prefeitura de Santa Fé, o prefeito Ademir Maschio, juntamente com seu vice Alcir Zaina e diversas autoridades do município, se reuniram com a imprensa falada e escrita para tratar do assunto Ficcap, tópico este que vinha se arrastando há dias. Em conversa com os presentes, entendeu-se que o melhor para a cidade seria a realização da festa, esperada pela grande maioria da população. O evento deste ano, com apoio total de toda a mídia local, será, por fim, realizado entre os dias 21 e 25 de junho, com shows de Gustavo Mioto, Munhoz & Mariano, Jads & Jadson e Di Paullo e Paulino.

Minguando?
É certo haveria a necessidade da nomenclatura Ficcap – Feira Industrial, Comercial, Cultural e Agropecuária – ser usada nos dias de hoje não fosse a tradição que já se instaurou, uma vez que não são mais expostos, na maioria desses tipos de eventos, tantos animais, itens industriais, agropecuários, dentre outros, até porque para se comprar um boi ou um maquinário agrícola hoje em dia não é mais necessário, como era antigamente, esperar a realização deste tipo de evento.

Ter ou não ter?
Evidentemente que qualquer tipo de festa é sempre uma alegria para o ser humano, ainda mais nos dias de hoje, com tantas tragédias e corrupção. O momento é oportuno e, gratuitamente como será, a festa deverá atrair milhares de pessoas todas as noites.

Ahhhh, o comércio
Sobre o comércio local, há dois pontos a serem destacados. Se a festa deixasse de ser realizada haveria tantos choramingos por aí a perder de vista, mesmo porque os proprietários de lojas dizem ter feito estoque de roupas propícias para a festa. Com a realização da Ficcap, muitos desses mesmos lojistas afirmam que depois “o dinheiro vai embora”. Difícil de entender, não?

Mas é festa!!!
A festa é popular, e é disso que o povo gosta, evento onde famílias inteiras podem adentrar ao recinto, gratuitamente, até porque quando os shows são pagos muitas pessoas reclamam não terem condições para assistirem todos os shows. Mesmo com a grave situação econômica do país, Ademir Maschio está sendo arrojado, na medida em que proverá festa para todos, que será administrada pela Asap – Associação de Apoio à Indústria, Comércio, Cultura e Agropecuária de Santa Fé do Sul –.

Até os senhores?
O grupo JBS/SA, cujo dono Josley Batista, parece ter doado R$ 50 mil para a campanha do santafessulense e atual prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (PMDB), em 2014. Na época, ele foi candidato a deputado federal também pelo PMDB e foi eleito. Também na campanha de 2014, na “Consulta aos Doadores e Fornecedores de Campanha de Candidatos” no Tribunal Superior Eleitoral, dados dão conta de que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) recebeu R$ 200 mil do grupo JBS. Os dados mostram também que o deputado teria encaminhado o dinheiro como doação ao seu partido, que na época era o PP.

Edinho falou…
Procurado pelo Diário da Região, Edinho foi enfático em dizer que a doação fora legal, haja vista que sua campanha recebeu R$ 50 mil em recursos legais oriundos do PMDB nacional, devidamente declarados à Justiça Eleitoral, que aprovou as contas de campanha sem restrições. Na época as doações de empresas eram permitidas pela legislação eleitoral. Disse também que não pediu o recurso à JBS e que não tinha conhecimento de apurações da empresa com relação à Lava Jato, até porque repele quaisquer ilações.

Moça, não!!!
Quanto à postura política de Bolsonaro, não há qualquer novidade, ou seja, não revela ética e lisura. Pior ainda é seu ‘substrato comportamental’ de ser uma pessoa preconceituosa e desagregadora, nada que os tempos modernos ou futuro está a exigir na vida política e social. Homofóbico, misógino, além de protestar contra a defesa dos direitos humanos, acreditando que os defensores dos direitos humanos geram violência, pelo contrário, os defensores dos direitos humanos lutam pelo respeito às diferenças e defendem a paz, coisa que este elemento parece desconhecer.

Adjutório
Em participação no Jornal da Manhã da última terça-feira, dia 23, o deputado explicou o ocorrido e deixou claro, apesar de não ser sua intenção, que o dinheiro não foi devolvido à Friboi, mas sim ao seu partido. Segundo ele, assim que começaram as eleições 2014, o então presidente de seu partido, Ciro Nogueira, o ligou dizendo que iriam colocar R$ 300 mil em sua conta.

Probo, há há…
Ele afirmou ao Jornal da manhã que “tudo bem”, mas que então colocassem R$ 200 mil em sua conta e R$ 100 mil na de seu filho, e que quando viu o nome da Friboi, ainda perguntou se eles queriam estornar. O homem bom afirmou que ia para a Câmara dos Deputados, jogar R$ 200 mil e dizer que é dinheiro do povo, porque foi dinheiro que pegaram do PT para se coligar com o seu partido. Ó, quanta comoção!!!

Mãos limpas
Bolsonaro alegou ainda que o dinheiro que entrou em sua conta foi do fundo partidário e que devolveu o dinheiro da Friboi. “A Friboi não colocou nada na minha conta, foi o partido”, explicou. O dinheiro, sabidamente, veio do grupo JBS, pivô da atual crise política no Governo, mas o deputado insistiu que devolveu os R$ 200 mil ao partido e que outro valor igual foi depositado em sua conta, agora advindo do fundo partidário. “Eu aceito do fundo partidário. Dinheiro foi para outro deputado, porque o carimbo tinha que estar embaixo no papel”.

Cara de pau
Questionado se o partido cometeu uma ilegalidade ao repassar dinheiro da JBS para sua campanha, Jair Bolsonaro concordou e perguntou: “você queria que fizesse o que naquela época?”. Ele admitiu ainda que o PP recebeu propina da JBS, mas tentou ponderar: “partido recebeu propina sim, mas qual partido não recebe propina?”.

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