Tópicos da Semana – Edição de 29/07/17

Publicado em 29/07/2017 00:07

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).

O foot
Nas décadas de 70, 80 e 90, quem passeava pela Praça da Matriz observava o famoso foot, que nada mais era do que grupos de jovens garotos e garotas passeando ao redor da igreja. Não se sabe ao certo o porquê, mas o fato é que esse foot era feito de forma anti-horária. Muitas moçoilas casadouras da época vinham das áreas rurais a procura de um paquera, e as da cidade também. Os moços, por outro lado, estavam à procura de uma moça de fino trato para namorar. Era o tempo do “Oba, beijei na boca!”. Os tempos mudaram, e como.
Bebelança e fumacê!!!
Hoje em dia não existe mais o foot, e tampouco as moças casadouras e os moços de “boas intenções” que desfilavam na praça a procura do grande amor ou da paquera, de certa forma, pueril. O que se tem visto, ao que parece, são crianças e adolescentes fazendo o uso de álcool e algumas drogas, descaradamente, como quem não tem medo mais de serem vistos ou pegos pela Polícia ou por qualquer órgão competente.
Cautela
Muitas dessas crianças e adolescentes usam pessoas “maiores de idade” para adquirirem bebidas alcoólicas para eles. Desta forma, o que qualquer cidadão comum pode observar são menores de idade com garrafas de destilados em baixo dos braços e, em grupos, fazendo a festa, como se a festança estivesse literalmente liberada, seja para consumirem bebidas, narguilés e ‘otras cositas más’.
Preconceito?
Não se julga aqui o fato de uma criança ou adolescente usar ou não qualquer tipo de droga ilícita, mas o fato é que parece que estamos perdendo as rédeas da situação, tamanha a problemática. Cabe aos pais maior fiscalização, sim, e não deixar que a escola, a sociedade ou as autoridades cuidem do problema, embora também seja obrigação deles.
Estância Turística
Este panorama é, sem dúvida alguma, um cartão de visita negativo para a cidade. Embora qualquer santafessulense possa estar acostumado com essas cenas, o turista poderá se assustar com essa triste realidade. Talvez seja o momento de se repensar as praças do município, haja vista que temos que fazer jus ao título de Estância Turística.
Santa Casa agradece
Mais uma vez um santafessulense fez bonito com relação à Santa Casa de Misericórdia de Santa Fé do Sul. O empresário Jomar Henrique Loge Alvares Ferreira, o Jomarzinho, realizou a sua II Feijoada, no Ipê Eventos, no dia 15 deste mês. O lucro, de R$ 10.500,00, foi inteiramente doado para a entidade local.
Boas novas
O Governo publicou um decreto no Diário Oficial da União de ontem em que estabelece para agosto o pagamento da primeira parcela do 13º para aposentados e pensionistas. A parcela de agosto será correspondente a até 50% do valor do benefício do mês e será paga junto com os benefícios da folha mensal. Já a segunda parcela será paga em novembro.
E o dinheiro federal?
As dificuldades enfrentadas por órgãos públicos para a prestação de serviços estão relacionadas ao corte de recursos motivado pela queda na arrecadação do Governo Federal, de estados e municípios devido à crise econômica. O corte de verba restringiu a atuação de vários órgãos e setores dependentes do Governo, como a Polícia Federal, que suspendeu por quase um mês a emissão de passaportes; a Polícia Rodoviária Federal anunciou redução no policiamento das estradas federais por limite no orçamento. Dessa forma, diminuiu o patrulhamento com viaturas, suspendeu resgates aéreos e fechou unidades pelo país.
E mais…
Como se não bastasse, o Ministério da Educação teve R$ 4,3 bilhões em despesas bloqueadas, sendo R$ 3,6 bilhões em despesas diretas da pasta. Com isso, o orçamento da pasta para 2017, que havia sido definido pelo Congresso em R$ 35,74 bilhões, foi reduzido para R$ 31,43 bilhões. As universidades federais relatam diminuição no repasse e dificuldade em sustentar as atividades até o fim do ano letivo. Com o orçamento reduzido, o principal desafio está em manter contratos com terceirizados, responsáveis por limpeza e segurança dessas instituições.
Combustíveis
Para elevar suas receitas, o Governo aumentou a tributação sobre os combustíveis e, mais uma vez, que “paga o pato” somos nós. Já dizia o ex-presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, que “Quando uma pessoa ou uma empresa gastam mais do que ganham, eles vão à falência. Quando um governo gasta mais do que ganha, ele te manda a conta!”.
Ah, os políticos…
Os políticos fazem leis às suas vontades. Governam em causa própria, como se o país fosse sua empresa particular. Em geral chegam ao poder através de ações populistas, beneficiando-se da pobreza e carência de educação da maior parte da população para obterem votos. Ao assumirem o poder elaboram leis completamente contra o desejo do povo, focadas principalmente no aumento da arrecadação do Estado, justificadas por mínimos pretextos, que, apoiados pela mídia, são suficientes para calar o povo. A verdade é que somos incapazes de nos posicionar radicalmente contra tais medidas esdrúxulas, leis criadas pelos próprios políticos para o aumento do seu próprio salário.
Povinho
Somos um povo que se satisfaz com muito pouco. Se o seu time vence no estádio, a alegria momentânea é suficiente para o esquecimento das adversidades. Uma cervejinha também pode ser uma boa forma de esquecer. E desta forma os governos se mantém, administrando seus Estados – suas “empresas”. O povo olha, sabe, mas permanece passivo e submisso. Somos mesmo povinho…

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