Tópicos da Semana – Edição de 29/08/20

Publicado em 29/08/2020 00:08

Por Lelo Sampaio

Valei-me, Deus
Valei-me, Deus é o fim do nosso amor
Perdoa, por favor
Eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez
Tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei

O destino não quis
Será talvez
Que minha ilusão
Foi dar meu coração
Com toda força pra essa moça
Me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz
De uma flor de lis

E morreu
E foi assim que eu vi
Nosso amor na poeira, poeira
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida
Ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu

Amor irreal
Ah, que bela canção: Flor de Lis, do cantor e compositor brasileiro Djavan, lançada em 1976, música que fala de um grande amor que não aconteceu. Flor de lis é a representação de um lírio utilizado antigamente nos brasões e escudos da realeza francesa, associada em especial ao rei Luis VIII, quem a utilizou primeiramente em um sinete. É símbolo de poder, soberania, honra e lealdade, assim como de pureza de corpo e alma.

A deputada
Flordelis, vejam, e não Flor de Lis, a bela canção, também é o nome de uma cantora, pastora e deputada federal, eleita pelo Estado do Rio de Janeiro, e agora apontada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. Consta que a deputada federal teria arquitetado o crime por estar insatisfeita com a forma com que o pastor geria o dinheiro da família. Segundo os investigadores, ela tentou assassinar o pastor pelo menos seis vezes por envenenamento, além de contratar pistoleiros em outras duas oportunidades.

Que fofura…
Certa feita, em uma mensagem por WhatsApp, a “flor” escreveu a seguinte mensagem a um de seus “tão queridos filhos”: “André, pelo amor de Deus, vamos pôr um fim nisso. Me ajuda. Cara, tô te pedindo, te implorando. Até quando vamos ter que suportar esse traste no nosso meio? Falta pouco. Me ajuda, cara. Por amor a mim”, escreveu a deputada para o filho.

O tal do privilégio
Como tem foro privilegiado, a parlamentar não será presa agora. O foro privilegiado é um mecanismo pelo qual se altera a competência penal sobre ações contra certas autoridades públicas. Tecnicamente, o nome correto é foro especial por prerrogativa de função. Na prática, uma ação penal contra uma autoridade pública, como os parlamentares, é julgada por tribunais superiores, diferentemente de um cidadão comum, julgado pela justiça comum.

Mas e a igualdade?
Evidentemente que isso contraria o princípio de igualdade, haja vista que quebra o princípio de que todos são iguais perante a lei e que, portanto, estão submetidos a ela da mesma forma. A justificativa dada neste Brasil Varonil sobre a criação desse privilégio é a necessidade de se proteger o exercício da função ou do mandato público. Como é de interesse público que ninguém seja perseguido pela justiça por estar em determinada função pública, então considera-se melhor que algumas autoridades sejam julgadas pelos órgãos superiores da justiça, tidos como mais independentes.

Porrada
Desde que o presidente Jair Bolsonaro respondeu a um repórter do jornal O Globo no último domingo (23): “a vontade que eu tenho é de encher sua boca de porrada”, mais de um milhão de internautas repetiram pelo Twitter a mesma pergunta que originou a frase do presidente: Presidente Jair Bolsonaro, por que sua esposa Michelle recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz?

Bundão
Em um evento chamado de “Vencendo a Covid-19”, marcado para fazer apologia do uso da hidroxicloroquina, o presidente Jair Bolsonaro mais uma vez atacou jornalistas ao dizer que “jornalista ‘bundão’ tem mais é que morrer de Covid-19”. Vale lembrar que em março, ao fazer um pronunciamento nacional de rádio e TV, Bolsonaro afirmou que se pegasse a doença não teria problemas por seu histórico de atleta. O presidente foi contaminado em julho, ficou três semanas afastado com sintomas leves mas, ao final do período teve uma infecção no pulmão, tratada com antibióticos.

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