Tópicos da Semana – Edição de 29/09/17.

Publicado em 30/09/2017 00:09

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).
 
Ahh, os barrageiros
 
A Câmara de Ilha Solteira acaba de aprovar o Projeto de Lei 35/2017 que cria o Dia Municipal do Barrageiro, de autoria do vereador Dalmi Guedes Jr. De acordo com o projeto, o Dia do Barrageiro seria comemorado anualmente no dia 3 de abril, em alusão a data de início da construção da Usina de Ilha Solteira. Segundo o vereador, o principal objetivo é homenagear os barrageiros daquela cidade e região, um reconhecimento pelos relevantes serviços prestados pelos profissionais que trabalharam na construção de uma das maiores hidrelétricas do mundo, dando origem à Ilha Solteira.
História que deve permanecer
 
Mais do que criar uma data, o projeto propõe uma série de eventos, como palestras em escolas e exposições, com o objetivo de preservar a importante colaboração desses incansáveis trabalhadores para a história daquele município. De acordo com o autor do projeto, as crianças da cidade precisam conhecer a história de Ilha Solteira.
Caca
 
A aprovação do projeto aconteceu após a rodovia que levava o nome dos barrageiros, no trecho entre Ilha Solteira e Santa Fé do Sul, ser denominada Éttore Botura, ex-prefeito de Santa Fé, (que, aliás, nem se deram ao fino trato de escrever o nome do falecido de forma correta). A mudança foi feita a pedido do deputado Estadual Itamar Borges.
Inaugura? Estou lá…
 
Parece que a grande maioria dos comerciantes da cidade e região tem um manual de como proceder quando do ato de inauguração de seus estabelecimentos. Quase todos são iguais, como se participassem de um congresso anual e lá aprendessem todos os protocolos de uma inauguração digna de um vilarejo, ou seja, com arcos de balões coloridos na porta de entrada, som alto e de preferência com música de muito mau gosto e, é claro, sempre com a presença de autoridades locais para abrilhantar o cerimonial.
Nada de mal
 
Não há nada de mal inaugurar um estabelecimento nesses moldes, até porque cada um tem o livre arbítrio para iniciar seu empreendimento da forma como bem entender. O que muitos questionam, no entanto, é a necessidade quase que constante da presença de muitas autoridades da cidade. Será que o evento fica mais chique, dá mais popularidade e mais grandiosidade?
Tacanhice
 
Se o político que fora convidado não comparece é porque não apoia a cidade, daí ele fica quase que obrigado a estar nestes eventos para, literalmente, estar bem na foto, que imediatamente já é postada na maioria das vezes em redes sociais.
Mais trabalho e menos pose
 
O fato é que muitos políticos acabam usando o evento para se autopromoverem, como se estar presente em uma quermesse, inauguração de loja, festas populares ou particulares, casamentos e em tantos outros eventos, como se eles fossem sinônimo de trabalho em favor da população. O povo, na verdade, quer ver ações, trabalhos efetivos, e não ver que determinado político esteve presente em algum evento, até porque, ao que tudo indica, isso não tem valia alguma.
Quase presidente
 
Por três votos a dois, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal determinou na última terça-feira a suspensão do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG), bem como o recolhimento domiciliar noturno do parlamentar, a pedido da Procuradoria-Geral da República. Aécio, que disputou as eleições presidenciais passadas com Dilma Rousseff, também ficará proibido de manter contato com outros investigados e terá que entregar o passaporte à Justiça. Os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux concordaram que o tucano usou o mandato para tentar atrapalhar as investigações da Lava-Jato.
Quase cana
 
Foi negado, no entanto, o pedido de prisão da Procuradoria-Geral da República. Por unanimidade, os ministros ponderaram que a Constituição Federal proíbe a prisão de parlamentares em exercício, a não ser que tenha ocorrido flagrante delito de crime inafiançável. Segundo os ministros, a PGR não comprovou essa condição.
Apenas Marco Aurélio Mello e Alexandre de Moraes recusaram o pedido da PGR para que o tucano cumprisse as medidas cautelares do recolhimento noturno, afastamento do mandato, entrega do passaporte à Justiça e proibição de se comunicar com outros investigados. Segundo eles, o Código de Processo Penal não há previsão de afastamento dos parlamentares do mandato.
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