Tópicos da Semana – Edição de 30/03/19

Publicado em 30/03/2019 00:03

Por Lelo Sampaio

Charge: Leandro Gusson (Tatto)

Solto feito o macarrão da vovó

O ex-presidente Michel Temer (MDB), preso na Operação Descontaminação, na quinta-feira passada, dia 21, e que ficou acomodado na Superintendência da Polícia Federal no Rio, em uma sala de 46,52 m², uma sala de apoio de 7,79 m² e um banheiro de 4,9 m², tudo climatizado com ar condicionado central, com sofá, mesa, televisão, cadeiras e chuveiro elétrico, foi, para a vergonha de 9 entre 10 brasileiros, solto na tarde da última segunda-feira, dia 25. A Operação Lava Jato afirma que o emedebista lidera um esquema que teria se beneficiado ou recebido promessa de R$ 1,8 bilhão em propina durante 40 anos. Ele teria também sido beneficiário de R$ 1 milhão da construção da Usina de Angra 3, obra pivô de sua prisão.
Justiça para todos

O ex-presidente Lula continua amargando o cárcere, e não se discute aqui seus feitos para que estivesse desta forma, mas o fato é que a “Justiça” parece não alcançar Aécio Neves, Temer, Aloysio Nunes, José Serra, Renan Calheiros, Romero Jucá e tantos outros envolvidos em corrupção. A população já começa a estranhar, em burburinho, pois ao que parece “estancaram a Lava Jato” e reclamam de “dois pesos e duas medidas”. Oras, a Justiça tem que ser para todos, ou não?
Celebração ao golpe

Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro determinou ao Ministério da Defesa que faça as “comemorações devidas” do aniversário do 31 de março de 1964, quando um golpe militar derrubou o então presidente João Goulart e iniciou um período ditatorial que durou 21 anos. Conforme revelou o Estado no domingo, 24, a orientação foi repassada a quartéis pelo país. “O presidente não considera 31 de março de 1964 um golpe militar”, disse o porta-voz. Segundo Rêgo Barros, na avaliação de Bolsonaro, sociedade civil e militares, “percebendo o perigo” que o país vivenciava naquele momento, se uniram para “recuperar e recolocar o nosso país no rumo”. “Salvo melhor juízo, se isso não tivesse ocorrido, hoje nós estaríamos tendo algum tipo de governo aqui que não seria bom para ninguém”, disse o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Santana do Rêgo Barros.
Celebrar o quê?

Acontece que, para aqueles que efetivamente têm as lembranças da época ou até mesmo para as pessoas que sabem da história, o que tudo indica é que realmente não temos nada a comemorar, haja vista que durante o período posto a ser celebrado centenas de pessoas presas, torturadas, mortas, desaparecidas, só por seus posicionamentos políticos. Professores, políticos, ativistas e anônimos foram brutalmente torturados. Dentre as vítimas, mulheres, adolescentes, idosos, gestantes, crianças. Milhares de documentos comprovando, inclusive tendo o Coronel Ustra condenado como torturador.
Época boa, não?

Baratas e ratos dentro de vaginas; estupros eram diários; mutilações; esmagamento de crânio com “coroa de Cristo”, ou seja, colocava-se uma fita de aço ao redor do crânio e a apertava por uma tarraxa; queimaduras de cigarro nos mamilos e partes íntimas; pau de arara; espancamento; afogamento; telefone, que consistia em dar tapas nos dois ouvidos ao mesmo tempo; sufocamentos; espancamentos; choques elétricos; quer dizer, esses eram apenas alguns dos métodos usados contra presos na ditadura, segundo o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, baseado em documentos oficiais da época. A matéria é de 2014, mas serve pra mostrar que, se tem um período que não deve ser comemorado, esse período é a ditadura.
Puxão de orelha

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) e autora do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff afirmou na manhã da última quarta-feira, dia 27, em sua conta do Twitter que “não é possível que o Presidente não perceba que não dá para governar com a cabeça em 64!. A derrota que o Governo teve no Congresso, ontem, é perigosíssima! Não é possível que o Presidente não perceba que não dá para governar com a cabeça em 64! Podem atacar, podem xingar, podem dizer que estou criticando o Presidente, etc, etc, etc….”.
Aparecida do Taboado

Surgiu nesta semana uma petição eletrônica para que o trecho Aparecida do Taboado a Cassilândia seja duplicado: “Estamos solicitando ao DNIT a duplicação da BR-158, no trecho Aparecida do Taboado até Cassilândia no Mato Grosso do Sul, por causa do grande número de acidentes fatais que acontece nesta rodovia. Esses acidentes ocorrem pelo excesso de carretas e caminhões que trafegam pela BR-158 e pelas más condições da estrada (pista ondulada, com buracos e sem acostamento decente)”.
E mais…

“As carretas, para desviarem da ondulação e dos buracos, simplesmente jogam o veículo na outra pista. Quando algum caminhão estoura um pneu, o que acontece com frequência por causa dos buracos, não tem um acostamento decente onde parar, o que faz com que as carretas que vêm na mesma direção tenham que jogar o veículo na pista contrária. A manutenção da rodovia é feita constantemente com relação aos buracos, mas devido ao tráfego intenso e provavelmente a má qualidade dos remendos, os buracos estão sempre reabrindo, fazendo com que a duplicação seja a única solução definitiva para o problema”.

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