Tópicos da Semana – Edição de 31/03/18

Publicado em 31/03/2018 00:03

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).

Há uma nuvem negra

Parece mesmo que o prefeito de Santa Fé do Sul, Ademir Maschio, não está vivendo uns dos seus melhores momentos políticos. Na semana passada, como se não bastasse a saída da secretária de Planejamento, Marilsa Fernandes, ouviu-se o boato de que o secretário de Saúde, Kediel Rodrigues Alves, deixaria a pasta. Em uma matéria publicada em nossa última edição ele explicou que “o prefeito Ademir nunca interferiu em meu trabalho. Ele, assim como o vice Alcir, apoia minhas decisões na Secretaria. Se eu tiver que sair do cargo, se isso chegar a acontecer será por uma decisão pessoal, devido a uma questão financeira. Porém estamos ajustando tudo para que ambas as partes fiquem satisfeitas”.
Mesma tecla

Nesta semana o secretário continuou afirmando não ter intensões de deixar o cargo, e mais, que não pedia exoneração. Estaria fora do páreo somente se o prefeito assim o quisesse, e pimba, não deu outra. O prefeito Ademir Maschio o exonerou na última quarta-feira, dia 28. Para a cidade, uma grande perda, haja vista o excelente trabalho que estava realizando frente à Secretaria de Saúde. Já se foram Ortogamis Bento, grande conhecedor da saúde pública; Ruy Reis, pessoa de retidão de caráter inquestionável; Marilsa Fernandes, mente brilhante.
Assassinando o jornalismo

Santa Fé do Sul, ao que parece, tem se tornado terra de ninguém, principalmente quando o assunto é jornalismo. Ao invés de se unirem, o que se percebe é uma disputa acirrada pelo “quem sabe mais”, e quem perde com isso somos nós, santafessulenses e moradores desta cidade, pois o que tem prevalecido é justamente o denuncismo da mídia, sem, muitas vezes, obedecer a técnicas mínimas de qualidade jornalística, ou seja, o jornalismo do “o que vier eu chuto”. É o tal do jornalismo declaratório, ou melhor, o de conseguir uma declaração qualquer, de uma fonte qualquer, e abster-se de checar sua veracidade. O lema parece ser “plante que o editor garante” e “quanto pior estiver melhor”.
Que rei sou eu?

Ademir Maschio não pode e nem deve administrar para a mídia. Tem, sim, que satisfazer os anseios do povo, e não os de meia dúzia de amigos ou de alguns tantos jornalistas, afinal foi eleito com quase 10 mil votos. O que não pode, entretanto, é esquecer-se de quem o colocou na posição, quem abriu as portas; enfim, deve se lembrar que há um grupo que o apoiou e que o apoia e que o rompimento com o mesmo será deveras catastrófico. É um exímio administrador. Falta-lhe, talvez, traquejo político.
Repeteco

Na administração de Toninho Favaleça, seu vice Gilberto Faidiga acabou deixando de ser seu braço direito; na de Armando, Elena Rosa, deixada para escanteio. Se observamos o que sobrou desses dois episódios quase que similares veremos tão somente mágoas, rancores e inimizades políticas, e a história agora não pode ser repetida.
Mas e o grupo?

O fato é que o grupo está, de certa forma, atualmente dividido, seja devido a controvérsias a respeito da saída de Marilsa Fernandes, seja pela saída de Kediel, mas a questão é que estão criando fantasmas em torno da administração com todos esses ares de supostas traições e retaliações. Trocando em miúdos: ‘mexeu com os meus eu mexo com os teus’.
Pare que eu vou descer

Em um vídeo descontraído, feito nesta semana, o pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) sugere que o ator Alexandre Frota poderia ser nomeado ministro da Cultura em caso de vitória da sua candidatura. O vídeo de Bolsonaro foi publicado no Twitter de Frota. O ator vem divulgando mensagens em apoio ao pré-candidato do PSL há alguns meses. “Se você quer me ver presidente um dia, eu quero te ver ministro da Cultura”, diz Bolsonaro no vídeo.
Racismo

Enquanto isso, no último sábado, 24, um cliente negro foi chamado de “macaco” no pedido de lanche feito por uma famosa rede de fast-food na Zona Sul de São Paulo. O caso ocorreu no Burger King da Avenida Santo Amaro, na região de Moema, área nobre da capital. Dois dias depois, a vítima, o universitário David Reginaldo de Paula Silva, de 24 anos, registrou boletim de ocorrência por injúria racial para que a Polícia Civil identifique e puna, na esfera criminal, o funcionário da loja que o ofendeu ao escrever o nome do animal no lugar de seu nome no cupom fiscal. O advogado do estudante de relações internacionais informou que também pretende acionar o Burger King na esfera cível para que ele seja responsabilizado a pagar indenização por dano moral a David por causa da atitude preconceituosa e racista de seu empregado.
O fato

“Meu aniversário foi dia 19. Saí na sexta para comemorar, e na volta fui com uma amiga diplomata à lanchonete para comer algo. Vi no balcão um cupom de desconto. Fiz um pedido normal. O atendente perguntou meu CPF, nome e anotou. E esperei chamar minha senha. Foi quando vi ao lado da senha o nome ‘macaco’ e fiquei assustado”, disse David.
Ah, o preconceito

O preconceito racial é o que mais se abrange em todo o mundo, pois as pessoas julgam as demais por causa de sua cor, ou melhor, raça. O que poucos sabem, entretanto, é que antigamente era comum verem-se negros africanos acompanhados de belas louras nórdicas ou de outras partes da Europa. Não existia o menor preconceito entre esses casais nem em relação a eles. Para os brasileiros, porém, era algo inédito e escandaloso; faziam-se piadas insinuando que o sucesso dos negros se devia ao fato de que eram muito bem dotados anatomicamente para o sexo. Uma visão preconceituosa típica, que procurava desqualificar o negro e que escondia, às vezes, uma boa dose de inveja.

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