Tópicos da Semana – Edição de 4/04/20

Publicado em 4/04/2020 00:04

Por Lelo Sampaio
 
Soldados na batalha
Governantes e autoridades de todo o mundo afora vêm repetindo que a todos nós estamos em guerra contra o novo coronavírus e, por isso, cada um de nós é um “soldado nessa batalha”. Diante dos temores despertados pela crise, e ainda mais devido ao seu impacto socioeconômico, nem todas as medidas de prevenção acabam sendo cumpridas a rigor. Mas prestar atenção e seguir as recomendações corretas é determinante para escaparmos da epidemia mais rapidamente e, o principal, evitar que casos graves e mortes se multipliquem. As informações são de saude.abril.
 
Isolamento social
Esta parece ser uma orientação unânime de médicos, biólogos e outros especialistas: evitar ou diminuir o contato social é uma das medidas mais eficazes para minimizar a circulação do vírus, reduzir a incidência de episódios graves e, assim, não deixar o sistema de saúde entrar em colapso. Muitos de nós estamos em quarentena, e a recomendação tem sido o isolamento social, embora isso não signifique que as saídas para ir ao mercado ou à farmácia não possam ocorrer, desde que em menor frequência e seguidas de boa higiene das mãos.
 
Isolamento II
Com relação aos idosos ou pessoas que já tenham a imunidade comprometida, a orientação é fazer de tudo para não botar o pé pra fora. Pelo menos na fase de pico da pandemia. Entretanto, parece mesmo que algumas pessoas ainda não entenderam a gravidade dessa situação e, mediante isso, correm o risco de serem infectadas, bem como transmitirem o vírus para familiares, vizinhos e amigos.
 
Lavagem das mãos
Talvez nunca tenhamos ouvido tanto falar no assunto. E não é pra menos: a higiene correta das mãos é crucial para não pegar a doença ou distribuí-la aos quatro cantos. Mas o uso de água e sabão tem de ser adequado. Não adianta só passar uma água ou dar aquela ensaboada de leve. Especialistas recomendam que a lavagem dure algo em torno de 20 segundos e cubra palmas, dorsos, dedos, unhas e punhos. Toalhas devem ser trocadas com maior constância.
 
Máscaras
O estoque de máscaras cirúrgicas e álcool em gel nas farmácias desabou. Mas tem indicação certa para usar o utensílio no rosto. Como infectologistas já ressaltaram, o uso é recomendado sobretudo para profissionais de saúde e pessoas com a confirmação ou suspeita de Covid-19. Outra situação em que ela pode ser útil é quando o indivíduo, sobretudo se não estiver com a saúde 100%, tem de se deslocar e se expor a locais com maior número de pessoas.
 
WhatsApp
As redes sociais têm exercido um papel positivo e outro negativo em meio à pandemia. Se por um lado ajudam a disseminar informações corretas e atualizar a população, por outro replicam conteúdos fajutos ou sem embasamento
 
científico.
A primeira regra em tempos de coronavírus é: verifique a origem do texto, do vídeo ou do áudio antes de acreditar ou sair compartilhando. Priorize o material elaborado pelo Ministério da Saúde e pelos veículos de comunicação qualificados. E desconfie de qualquer solução milagrosa. Um estudo já clássico do Instituto de Tecnologia de Massachussets descobriu que uma notícia falsa tem uma probabilidade 70% maior de ser compartilhada. Cuidado com mensagens apocalípticas, mágicas ou fora de contexto. Na dúvida, não passe adiante.
 
Estocar comida?
O governo brasileiro já divulgou que não enfrentaremos desabastecimento de alimentos. Não há, portanto, motivo para ficar em pânico e montar um estoque de comida, artigos médicos e afins em casa. Inclusive porque muitos itens têm prazo de validade. Certifique-se também, nesse período, de estruturar uma dieta equilibrada — a saúde vai sofrer se você largar mão de vegetais e viver à base de embutidos, congelados e outros produtos industrializados — e não compre em excesso itens que poderão faltar aos outros. Precisamos pensar coletivamente.
 
Mudança de hábitos
Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest, divulgada em primeira-mão pela Revista Galileu, sete em cada dez brasileiros (66%) mudaram seus hábitos de higiene desde que casos de coronavírus foram confirmados no país. Apesar da orientação pública de lavar as mãos com água e sabão, o estudo mostra que pessoas ainda preferem utilizar álcool em gel.
 
Mais mudanças
As mudanças higiênicas mais destacadas pelo levantamento são a utilização de álcool em gel, citado por 86%, e o sabonete líquido, que passou a ser mais usado por 48% dos participantes. O álcool líquido também foi citado, revelando que um em cada três entrevistados (30%) utiliza o produto. Os brasileiros revelaram que a casa também é motivo de preocupação: 60% disseram que aumentaram a quantidade de produtos usados para higienizar o local onde vivem. Entre os que adotaram novos hábitos, o álcool também é campeão – 34% estão comprando mais álcool em gel e 25%, a versão líquida. A água sanitária foi citada por 33%, e o desinfetante, por 29%.
 
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