Tópicos da Semana – Edição de 4/07/20

Publicado em 6/07/2020 00:07

Por Lelo Sampaio

Infectados têm nome
Eis que agora estamos com muitas pessoas internadas na Santa Casa de Misericórdia de Santa Fé do Sul. Da Santa Casa local, 16 funcionários estão afastados, entre técnicos em Enfermagem, enfermeiras e dois médicos, estes dois últimos testaram positivo, além de mais sete que já tiveram a confirmação dos exames para a Covid-19. Outros sete profissionais aguardam o resultado de exames.

O jeito brasileiro de ser
Enquanto esses profissionais, na linha de frente, arriscam suas vidas para salvar vidas, a população negligenciou o uso de máscaras, não se preocupou em estar em isolamento social, fez festas em casas, frequentou festinhas por aí, foi às compras sem ter o que efetivamente comprar, frequentou bares, lanchonetes, restaurantes, pizzarias, sorveterias como estivéssemos vivendo no mundo de Alice. É o velho ditado: o brasileiro gosta de burlar regras!

Queremos sustento
Foi necessário o prefeito Ademir Maschio “apertar” as medidas de restrições, pois bares, restaurantes e similares estavam atendendo seus públicos sem qualquer medida restritiva, até porque, ao que parece, o lema é ganhar, uma vez que grande parte dos proprietários desses estabelecimentos comerciais crê que o mais importante neste momento é o seu sustento, o “sustento” de suas empresas. Vidas? Vidas vão e veem.

Templos religiosos
Enquanto na igreja católica o Papa Francisco ordenou, já no início de março, o fechamento de todas as igrejas em Roma e dispensou os fieis de frequentarem missas, numa atitude sem precedentes na história recente da igreja, e orientou que todas as igrejas do mundo não fizessem missas presenciais, muitos pastores não respeitaram as quarentenas e continuaram abençoando seus fiéis.

Filme triste
Um pastor evangélico que disse que continuaria pregando a menos que estivesse “na prisão ou no hospital” morreu de Covid-19 nos Estados Unidos. A morte ocorreu apenas algumas semanas após o pastor manter as portas da igreja abertas, indo contra as orientações do governo. O pastor Gerald Glenn mostrou um culto lotado em 22 de março na Igreja Evangélica New Deliverance em Richmond, na Virgínia, chamando os seguidores apesar das medidas de distanciamento social na luta contra o novo coronavírus. Parece até mesmo filme de Hollywood, mas não é, não.

Mais além
Houve também o pastor que prometia uma falsa cura ao novo coronavírus em um vídeo em que vendia sementes aos seus seguidores. No vídeo, publicado no YouTube, ele falava do suposto benefício de uma planta e pedia o “propósito de R$ 1 mil” por ela. Isso aconteceu até que o MPF pediu a retirada do ar vídeos em que o pastor anunciava sementes de feijão como cura a Covid-19

MP
Aqui em Santa Fé o Ministério Público teve que pedir para que tempos religiosos evitassem realizar cultos para que um determinado pastor fosse até as redes sociais afirmar que “temporariamente vamos nos encontrar virtualmente”.

Pois é
No mesmo Brasil que se realizou uma verdadeira força-tarefa para garantir que não faltasse cloroquina no tratamento precoce de pacientes com o novo coronavírus antes mesmo de o medicamento ter sua eficácia comprovada, agora faltam remédios para sedar e entubar os pacientes mais graves com a covid-19 nas UTIs.

Busca incessante
Há semanas, secretários municipais e estaduais da Saúde levam essa demanda ao Ministério da Saúde. Apresentaram uma lista de 21 medicamentos que integram seus protocolos e que prefeitos e governadores não têm conseguido comprar. Uma resposta mais efetiva do Ministério da Saúde sobre o problema foi apresentada nesta segunda-feira (29): um acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) para importar parte dos medicamentos, um novo edital de licitação para aquisição e a requisição do que ainda não havia sido vendido em contratos pelas farmacêuticas. Ainda assim, o Governo não tem como garantir que conseguirá suprir a demanda de remédios pelo período de sete dias reclamada pelos Estados, quando o Brasil já soma mais de 1,5 milhão de infectados, 552.000 deles hospitalizados.

Platô
O governador João Doria (PSDB) afirmou na manhã da última quarta-feira (1º) que o estado de São Paulo está muito próximo de atingir o “platô” de casos e mortes provocadas pelo coronavírus. O platô ocorre quando existe uma situação de pico contínuo, uma estabilidade na elevação da curva de novos registros da doença que demora a cair, seguida da diminuição de novos casos e mortes de Covid-19.

Escuras
O número total de casos é subnotificado como já admitiu o próprio secretário da Saúde, José Henrique Germann, já que os casos leves não são testados, haja vista que os pacientes que não ficam internados nas unidades de saúde não eram contabilizados no balanço diário da Covid-19 divulgado pela secretaria. A falta de testes também é outro problema que ajuda a camuflar os números reais.

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