Tópicos da Semana – Edição de 5/05/18

Publicado em 5/05/2018 00:05

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).

Cra com cra, cré com cré

Há um ditado que diz “Cra com cra, cré com cré”, ou seja, os congêneres se atraem, ou ainda, “diga com quem tu andas que te direi quem tu és”. Em pleno 1º de maio, Dia do Trabalhador, alguns fanáticos desocupados, membros de uma seita chamada PT, produziram um vídeo onde carimbavam notas de Real, de 2, 10, de 20 e de até 50, com a cara do que muitos chamam ser maior ladrão de todos os tempos. Realmente os bam-bam-bans esquerdistas do Brasil são dignos de estudo. Idolatram quem afirma odiar dinheiro, literalmente pintam e bordam, mas conseguem desviar bilhões.

“Lula Livre”

A impressão que se tem é que alguns seguidores desta “doutrina” são donos de uma única expressão: Lula Livre. E a mesma sensação que se tem é que se você lhes disser “bom dia”, ouvirá “Lula Livre”; “boa tarde”, “Lula Livre”, “qual é a sua profissão?”, “Lula Livre”, e assim por diante. Em que ponto chegamos. Com eles não há diálogo, tamanha a veneração por um ser que nos golpeou, e isso sim é golpe, digamos, o que este homem e seus companheiros conseguiram fazer com o povo brasileiro. Tente argumentar que você será chamado de um dos salgadinhos mais gostosos, de origem paulista, também comum em Portugal, feito com massa de farinha de trigo com batata ou mandioca, com um recheio elaborado com carne temperada de frango, queijo, calabresa ou vários outros tipos de sabores. Para muitos, parece ser melhor que mortadela.

Na testa

Uma sugestão bastante interessante seria o mesmo que um tatuador e seu vizinho fizeram na testa de um adolescente que roubara uma bicicleta. Eles foram os responsáveis por tatuar a inscrição “eu sou ladrão e vacilão” na testa do rapaz, e, segundo o que os dois disseram na delegacia, “resolveram tatuar o adolescente como forma de punição”, isso para que todos pudessem vê-lo daquela forma para o resto da vida.

Na testa II

Já que a questão é visibilidade, o recomendável seria então, ao invés dos carimbos nas notas, tatuarem todos os que defendem o presidente (sic) Luiz Inácio Lula da Silva. Deveriam ter saído de lá com suas testas tatuadas com os dizeres “Lula Livre”. O mundo todo iria vê-los, até porque circulam mais do que notas, ao que parece, e mais, teriam para o resto de suas vidas a imagem de seu deus estampada na testa.

Acima da lei

Desta feita, os militantes que participaram do ato em defesa do ex-presidente Lula em Curitiba neste 1º de maio se envolveram em confusões no comércio na região central da capital paranaense quando tentaram passar cédulas carimbadas com a imagem do condenado e a expressão “Lula Livre”. Com receio de ter as cédulas rejeitadas por clientes no momento de formar troco, vários comerciantes locais se recusaram receber as notas carimbadas no acampamento próximo à Sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso desde o início do mês de abril.

O Banco Central

O Banco Central do Brasil, instituição responsável pela emissão das cédulas e pela atividade de saneamento do meio circulante, possui políticas para determinar a invalidação de notas, como forma de manter o dinheiro em circulação em boas condições de uso. As cédulas inadequadas à circulação podem ter valor ou não em função do grau de dano apresentado. Em Alguns casos, as notas danificadas devem ser retiradas de circulação, como as cédulas manchadas, sujas, desfiguradas, gastas ou fragmentadas; com marcas, rabiscos, símbolos, desenhos ou quaisquer caracteres a elas estranhos; com cortes ou rasgos em suas bordas ou interior; queimadas ou danificadas por ação de líquidos, agentes químicos ou explosivos etc.

A baderna

Um grupo chegou a ficar retido em uma padaria na região central de Curitiba, até que um de seus integrantes efetuou o pagamento por meio de seu cartão de débito. Nenhum dos rapazes e moças possuía notas sem os carimbos com a face de Lula e a inscrição “Lula Livre”. O rapaz que pagou as despesas do grupo também não quis ser reembolsado com as notas carimbadas dos colegas e combinou receber posteriormente as despesas de cada um.

Vale o dinheiro?

Diferentemente do propagado, quando afirmaram que o Banco Central teria dito que rede bancária estava proibida de receber notas com o carimbo Lula Livre, e que quem receber tais cédulas deverão chamar a polícia, pois o portador estaria sujeito ao enquadramento no artigo 163 do Código Penal que trata do crime de rasura em papel moeda, as cédulas com qualquer tipo de marcas não perdem seu valor.

O que vale…

As cédulas com rabiscos, símbolos ou quaisquer marcas estranhas continuam com valor e podem ser trocadas ou depositadas na rede bancária. As notas descaracterizadas apresentadas na rede bancária serão recolhidas ao Banco Central, para destruição. O Banco Central incentiva que as cédulas sejam preservadas, afinal a fabricação de cédulas e moedas gera custos para o país e sua reposição elevará ainda mais esse custo.

E agora?

Na prática, uma nota rasurada continua com valor. O cidadão, no entanto, pode trocar uma cédula assim em uma agência bancária ou recusar o recebimento. Cabe ao Banco Central arcar com os custos para a fabricação e reposição de cédulas novas. Não bastasse o rombo bilionário, vamos lá agora gastar um pouco mais na confecção de novas cédulas, e olha que algumas delas eram até graúdas…

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