Tópicos da Semana – Edição de 12/10/19

Publicado em 12/10/2019 00:10

Por Lelo Sampaio.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).

Que rebuliço, Brasil

O presidente Jair Bolsonaro atacou o PSL, partido que o elegeu no ano passado, indicou que poderá mudar de sigla. O motivo da insatisfação é a dificuldade da família Bolsonaro para controlar a legenda e seus diretores regionais que não aceitam a imposição dos nomes do grupo. A saída do presidente, porém, já é dada como certa pela cúpula do PSL.

Em Santa Fé
Já se comenta que já está decretado o fim da campanha eleitoral para prefeito do vereador Evandro Mura, que até o momento se mostrou candidato pelo PSL, bem como a carreira política de Murilo Basi, haja vista o iminente sepultamento do PSL na cidade. Bem, a não ser que ambos pulem do barco também…

Papo infeliz
O conflito do presidente com a cúpula do PSL ficou ainda mais evidente na última terça-feira (8), após ele ser abordado, diante do Palácio da Alvorada, por um apoiador que disse ser pré-candidato da legenda no Recife. Bolsonaro pediu a ele para “esquecer” o PSL e afirmou que o deputado Luciano Bivar, presidente do partido, está “queimado pra caramba”. O militante estava gravando um vídeo quando Bolsonaro fez o apelo que escancarou a queda de braço no PSL. “Oh, cara, não divulga isso não. O cara (Bivar) está queimado pra caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido”, afirmou o presidente. A articulação de Bolsonaro ganha força justamente no momento em que partidos de centro se articulam em torno da possível candidatura do apresentador de TV Luciano Huck.

Deu piricocó
O presidente do PSL avaliou nesta quarta-feira (9) que a fala do presidente Jair Bolsonaro sobre o partido foi “terminal”, que o presidente “já está afastado” da legenda e que não pode levar a “dignidade” da sigla. Perguntado se o presidente deixará o partido e se já houve uma conversa sobre o assunto, Bivar respondeu: “A fala dele foi terminal, ele já está afastado. Não disse para esquecer o partido? Está esquecido”. Bivar também disse não saber o que se passa na cabeça de Bolsonaro e que quer “paz”.

Levou pito
“O que pretendemos é viabilizar o país. Não vai alterar nada se Bolsonaro sair, seguiremos apoiando medidas fundamentais. A declaração de ontem (terça-feira) foi terminal, ele disse que está afastado. Não estamos em grêmio estudantil. Ele pode levar tudo do partido, só não pode levar a dignidade, o sentimento liberal que temos e o compromisso com o combate à corrupção”, concluiu Bivar.

E o Huck…
O empresário e apresentador da TV Globo, Luciano Huck, que esteve perto de concorrer ao Planalto em 2018, intensificou sua movimentação política nos últimos meses, em sinal de que a candidatura é uma vontade mais viva do que nunca, pelo menos é o que diz o site de notícias Yahoo. Aliados de Huck confirmam que ele “está considerando” a possibilidade, embora a decisão concreta só deva vir mais tarde.

Dama
A apresentadora de TV Angélica afirmou ontem que uma eventual candidatura do marido, o também apresentador e empresário Luciano Huck, para a presidência da República é um “chamado”. “Não posso dizer que acho muito legal Luciano sair candidato, não seria verdade, mas tem uma hora que você não está mais no controle. É uma espécie de chamado”, disse.

Ataque
O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar Luciano Huck, neste sábado (5), ao comentar uma possível candidatura do apresentador à presidência em 2022. “Aí alguém acha que o povo vai votar em um pau mandado da Globo, não vai. Mas não estamos aqui fazendo campanha, ele tem o direito de ser candidato”, disse.

Iminente campanha
Com a preparação, ele chegaria a 2022 com a ideia amadurecida, diferentemente do que ocorreu em 2018, quando acabou atropelado por acontecimentos e concluiu prescindir de uma estrutura sólida o suficiente para encarar uma batalha presidencial. Atitudes recentes, tanto de iniciativa dele quanto de atores externos, indicam estar em curso o surgimento de uma campanha para ocupar o espaço do centro na sucessão de Jair Bolsonaro (PSL), que já disse que deve tentar a reeleição.

Pré-pré-campanha
Huck desde 2017 se articula ancorado no seu engajamento em movimentos que pregam renovação política. Ele agora estabeleceu um ritmo acelerado de conversas com líderes políticos e partidários, entrevistas à imprensa, palestras em eventos para formadores de opinião e aparições públicas para debater temas urgentes, como a crise na Amazônia. Nos bastidores, ele passou a aproveitar as muitas viagens para gravações (chega a visitar três estados por semana) para reuniões com governantes e influenciadores. Foi assim, por exemplo, que esteve neste ano com os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e do Paraná, Ratinho Junior (PSD). No encontro com o filho do apresentador Ratinho, Huck estava com Junior Durski, criador do Madero, rede de hamburguerias da qual é sócio.

Pau na imprensa
O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a imprensa na manhã desta segunda-feira (7), questionando jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada se estes teriam o objetivo de derrubá-lo. “Eu tenho couro duro. Vai ser difícil”, comentou. Em sua fala, Bolsonaro disparou contra veículos de mídia. E mais, ele defende agora a prisão de jornalistas que publicam mentiras. E como disse um amigo, ele terá que se autoflagelar, pois é o rei das Fake News.

Última Edição