Tópicos da Semana – Edição de 8/06/19

Publicado em 8/06/2019 00:06

Por Lelo Sampaio.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).

E o rio continua verde…

Não é de hoje que o nosso rio Paraná não é o mesmo, embora muitos ainda insistam em afirmar que sim. Há 10 ou 20 anos, por exemplo, não se ouvia falar em algas, popularmente chamadas de alecrins. Alecrim era somente aquela plantinha que as crianças usavam para decorar seus aquários. Na Semana do Meio Ambiente não temos muito que comemorar aqui em nossa região. É preciso que as autoridades municipais, estaduais e federal se atentem a uma iminente catástrofe ambiental. Devemos agir agora, antes que seja tarde demais.
Mortandade

Grande parte dos rios do Noroeste Paulista vez ou outra apresenta suas águas verdes, escuras e tóxicas. Nesta semana, a Cetesb divulgou um laudo confirmando que a morte de aproximadamente 70 toneladas de peixes – parte silvestre de peixes livres e parte de piscicultores – foi provocada pela queda nos níveis de oxigênio na água, que por sua vez foi provocada por excesso de algas. O rio Paraná vem sofrendo também. Muitos rancheiros relatam que, além do excesso de algas nas águas, não são poucas as vezes que encontram peixes boiando às margens.
Sufocando

Para que tenhamos uma ideia mais clara da real situação do rio Paraná em nossa região, pescadores relatam que em um passado não muito remoto, quando pescavam seus peixes, assim como hoje, o hábito era colocá-los no covo dentro d’água para que continuassem embarcados e pescando por longas horas, quase que o dia todo, sem que os peixes dentro do petrecho morressem. Hoje, com a aparente falta de oxigênio, a grande maioria dos peixes não vive mais que 10 ou 15 minutos se colocados no covo.
O excesso

A Cetesb diz o que os ambientalistas e muitos de nós já imaginávamos, ou seja, esgoto mal tratado ou clandestino jogado nos rios e principalmente fertilizante de plantações que escorre com as chuvas. Para quem vive do turismo, para quem gera empregos com a piscicultura e aos amantes da natureza, estamos e devemos estar em sinal de alerta!
Meio Ambiente

O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado sempre no dia 5 de junho, e neste ano ocorreu na última quarta-feira, foi instituído em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, a Organização das Nações Unidas (ONU). A data tem como objetivo principal chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, por muitos, inesgotáveis.
Ameaçado

Entretanto, um recente levantamento realizado por uma rede de pesquisadores de seis países identificou que 68% das áreas de proteção ambiental e territórios indígenas da Amazônia estão sob ameaça de projetos de infraestrutura, planos de desenvolvimento econômico e atividades de exploração da maior floresta tropical do planeta.
O espaço

Atualmente, existem 390 milhões de hectares dedicados à conservação ambiental e territórios indígenas, de um total de 847 milhões de hectares da chamada Pan-Amazônia. Este território compreende não só os 62% da floresta localizados no Brasil, mas também sua extensão em outros sete países – Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e um território de outro país na América do Sul, a Guiana Francesa.
Desmatamento

A área total desmatada na Amazônia aumentou 51% nos últimos 20 anos, aponta um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados relativos ao ano passado indicam que a maior região florestal do planeta tem um total de 754.840 quilômetros quadrados desmatados. Isso representa 15% da área total da Amazônia, e 20% da área florestada. Originalmente, a Amazônia brasileira tinha cerca de 4 milhões de km² de florestas.
VerdeAzul

Lançado em 2007 pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o Programa Município VerdeAzul (PMVA) tem o inovador propósito de medir e apoiar a eficiência da gestão ambiental com a descentralização e valorização da agenda ambiental nos municípios. Assim, o principal objetivo do PMVA é estimular e auxiliar as prefeituras paulistas na elaboração e execução de suas políticas públicas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do estado de São Paulo.
Diretivas

As ações propostas pelo PMVA compõem as dez diretivas norteadoras da agenda ambiental local, abrangendo os seguintes temas estratégicos: Município Sustentável, Estrutura e Educação Ambiental, Conselho Ambiental, Biodiversidade, Gestão das Águas, Qualidade do Ar, Uso do Solo, Arborização Urbana, Esgoto Tratado e Resíduos Sólidos. Para a consecução do seu objetivo, o PMVA oferece capacitação técnica aos interlocutores indicados pela municipalidade e, ao final de cada ciclo anual, publica o “Ranking Ambiental dos municípios paulistas”, constando os 645 municipais paulistas signatários do PMVA desde 2008.
Na região

Na região Noroeste Paulista, em 2018, São José do Rio Preto obteve a nota máxima, com 96 pontos; Fernandópolis, em 5º lugar, com 92,7 pontos; Votuporanga, com 88,19, obteve a 23ª colocação e Santa Fé do Sul ficou em 55º lugar, com 82,95. No ano em que o programa foi implementado, ou seja, em 2008, Santa Fé obteve a nota 94,96. Já no ano seguinte, 94,40; em 2010, 90,33; em 2011, ficou em primeiro lugar, com 96,98; em 2012, 95,18, obtendo a 8ª colocação; em 2013, 80,53, 48ª colocada; em 2014, 90,33, na 32ª colocação; em 2015, com 88,89 pontos, obteve a 34ª colocação; em 2016, com 15,82, ficou na 334ª colocação e em 2017, na 108ª colocação, com 33,33 pontos.

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