Tópicos da Semana – Edição de sábado 16/02/19

Publicado em 16/02/2019 00:02

Por Lelo Sampaio.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).

O ano do medo
O ano de 2019 mal começou e já passamos por diversas situações catastróficas, realmente dignas de deixar-nos com medo do que virá pela frente. Estamos com medo deste ano que começou com o presidente do Brasil com uma bolsa de colostomia devido a uma tentativa de homicídio enquanto fazia campanha. Estamos com medo das enchentes alarmantes, tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro, e em outros estados também. Nos assustamos com o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, com 166 mortes e 155 pessoas ainda desaparecidas, segundo dados confirmados pela Defesa Civil do estado na última quarta-feira, dia 13.
A natureza sofre
Uma semana após o rompimento da barragem em Brumadinho, o rio Paraopeba já começou a morrer, segundo ambientalistas. “Já não existem mais peixes, anfíbios e insetos das margens também morreram. O rio não emite mais som, e o que se pode ver são aves com papos vazios, morrendo de fome. Muitas espécies só existiam aqui”, afirmam alguns moradores. Se a natureza tivesse religião o homem seria o d…
E mais…
Na madrugada do dia 8 deste mês um incêndio de grandes proporções atingiu o Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O Corpo de Bombeiros foi chamado às 5:17 horas e informou que dez pessoas morreram, todos jogadores da base do clube entre 14 e 16 anos. Três jovens entre 14 e 15 anos também ficaram feridos, um deles em estado grave. No momento do incêndio, havia 26 garotos no alojamento.
Sem tempo
Segundo os funcionários do CT, os primeiros sinais do incêndio começaram a aparecer por volta de 5:10 horas, e o Corpo de Bombeiros acredita que as vítimas poderiam estar dormindo naquele momento devido o horário do incidente, daí o fato desses meninos com tantos sonhos não terem tido tempo de sair do local.
Outra questão
Não, não se trata tão somente de uma tragédia no futebol. É um crime de responsabilidade assim como o da Vale, em Brumadinho. As mesmas exigências de responsabilização da direção da Vale para com o crime ambiental de lá, devemos cobrar das autoridades com relação a responsabilizar os culpados pela morte dos dez garotos na concentração do Rio.
Chuva no Rio de Janeiro
Um temporal com ventos muito fortes atingiu o Rio de Janeiro na noite do dia 6 deste mês. A cidade entrou em estágio de crise e a Prefeitura chegou a recomendar que os moradores evitassem sair de casa. Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, três pessoas morreram durante a forte chuva. Foram registradas 64 quedas de árvores e 17 bolsões d’água em decorrência do temporal.
Em São Paulo
A chuva que caiu na Zona Leste de São Paulo na manhã desta terça-feira, dia 12, fez o nível dos alagamentos que atingem o bairro da Vila Itaim – há mais de sete dias – voltar a subir. Choveu 23 milímetros em uma hora no local. Trens da CPTM chegaram a interromper a circulação devido às vias alagadas, e moradores da região fizeram ato contra a situação em que o local se encontra há mais de uma semana. Uma equipe da Defesa Civil esteve no local para ajudar as crianças a se deslocarem até a creche do bairro, mas não foi possível circular pelas vias. E pensar que a história se repete todos os anos, entre janeiro e março.
Tragédia
A morte do jornalista, apresentador e radialista Ricardo Eugênio Boechat, no início da tarde desta segunda-feira, dia 11, aos 66 anos, em São Paulo, chocou todo o país. Ele estava em um helicóptero que caiu na Rodovia Anhanguera e bateu na parte dianteira de um caminhão que transitava pela via. O piloto Ronaldo Quattrucci também morreu no acidente. Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista IstoÉ.
Jornalista de primeira
Jornalista de primeiríssima linhagem, em seu programa matinal na Band News FM, cobrava das autoridades soluções para as últimas tragédias ocorridas no Brasil este ano. Boechat também marcava presença em palestras para estudantes e profissionais. Fica, além da saudade, a lembrança de algumas de suas principais falas: “A riqueza não iguala os homens, mas a miséria sim”; “Eu confesso a você, com sessenta anos, a essa altura do campeonato, que eu não sei como reagiria se alguém me dissesse que estou proibido de fazer alguma coisa que a minha consciência não proíba primeiro”; “Pode botar todos os traficantes, todos os assassinos de um lado. O Estado brasileiro é o inimigo maior da sociedade, porque ele existe pra isso. Ele é sistemático, organizado, ele é poderoso, ele é endinheirado, ele é armado, ele faz de tudo que tem na mão pra isso!”
Outras boas
“Mas ao ouvir essa sociedade perguntar ‘Cadê o Amarildo?’, não se iludam, senhores governantes, porque não é apenas o Amarildo que a gente quer. A gente quer é que a sociedade brasileira pare de ser tratada da forma que o Amarildo foi tratado com graduações diferentes de violência”; “Ninguém confunde deputado com marginal e está cheio de deputado marginal!”; “Os vândalos verdadeiros, os criminosos verdadeiros, os saqueadores verdadeiros, os bandidos verdadeiros têm imunidade, têm distintivo de doutor, sua excelência, às vezes têm toga, carro oficial, segurança, prédio luxuoso, mordomias, cargos pra preencher, controle sobre verbas, peso pra negociar contratos, grana por fora pra campanha, grana por fora pra si mesmo, pra pagar pensão pra amantes, pra enriquecer, comprar um patrimônio gigantesco como muitos deles hoje ostentam, tendo entrado na política com uma mão na frente outra atrás”.
A grande dama dos palcos
A atriz, cantora, compositora, diretora, produtora e escritora Bibi Ferreira morreu por conta de uma parada cardíaca no início da tarde desta quarta-feira, dia 13. A atriz repousava em seu apartamento no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Bibi tinha 96 anos e havia anunciado sua aposentadoria dos palcos em um post nas redes sociais em setembro do ano passado. Grande mulher, linda e adorável atriz. Uma potência nos palcos. Uma perda irreparável. Ufa, que ano…

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