Tópicos da Semana – Edição de sábado – 22-12-18.

Publicado em 22/12/2018 00:12

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).
 
Cai-cai
 
Alguns moradores de Santa Fé do Sul, evidentemente de forma inadvertida e sem noção do impacto que possa causar ao meio ambiente, arrancam as árvores em frente as suas residências ou estabelecimentos comerciais para que possam ter “mais espaço”; outros, por motivos meramente “estéticos”.
 
Poda drástica
 
Oras, é claro que a poda drástica danifica seriamente a planta, um fato que salta aos olhos já que normalmente após este tipo de ação a árvore perde grande parte ou todos os seus galhos. Uma ação inconsequente que não apenas deixa um aspecto ruim para a planta, mas que pode resultar até mesmo na morte da árvore e que é considerada um crime ambiental.
 
O que diz a Prefeitura
 
Há uma lei que está em andamento para ser aprovada no ano de 2019 que aplicará sanção por meio da legislação aplicada. A reportagem procurou saber quantas árvores foram cortadas drasticamente neste ano em Santa Fé do Sul, porém, segundo o setor de Comunicação, não existem dados de quantas cortadas de forma drástica. Segundo o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Adércio Rodrigues, existem árvores que, se cortadas drasticamente, se recuperam, outras não e, caso o cidadão queira arrancar alguma árvore, seja defronte ou dentro de sua residência, ele tem que procurar o setor de protocolo da Prefeitura, pagar uma taxa de R$ 19,53. A partir daí irá um profissional avaliar a possibilidade da árvore ser ou não retirada, até porque há a necessidade da presença de uma pessoa com conhecimento técnico para que possa dar o aval para toda e qualquer medida ambiental.
 
Mais atenção
 
Mesmo as empresas elétricas, que são vistas com frequência realizando a poda de plantas, precisam do apoio de um profissional especializado e do aval da Prefeitura da cidade para realizarem este tipo de trabalho, processo que muitas vezes também não é cumprido, causando algumas vezes grandes danos ao meio ambiente local e que devem ser monitorados pelos nossos representantes legais, ou seja, vereadores e a própria Prefeitura.
 
Vale muito…
 
Uma rua sem àrvores pode sofrer um aumento de temperatura até 10 graus maior do que o encontrado em uma via arborizada, sem contar que bairros contam com uma boa ação de arborização sofrem de uma incidência de deficiência respiratória até 30% maior. Uma cidade que investe em suas àrvores, investe em saúde. Deste modo é importante que todos nós tenhamos consciência de que quando simplesmente podamos uma arvore, também estamos nos prejudicando, além do fato de que a planta é um ser vivo e logo, não devemos simplesmente cortar uma parte dela, assim como nenhum ser humano passa por um processo de amputação sem o apoio de um médico. Simples assim!!!
 
Estamos torrando
 
Embora tenhamos previsão de chuvas para os próximos dias, e cabe aqui ressaltar que ela nem sempre vem acertando, todos são uníssonos ao afirmar que enfrentaremos uns dos verões mais quentes da história. Santa Fé do Sul já é conhecida pelo calor escaldante e, como venta pouco, a sensação térmica é de mais calor ainda. O que se mais escuta das pessoas é “nossa, que calor”, “meu Deus, que calor é esse”, “nossa, vamos derreter” e por aí vai, mas o fato é que realmente devemos nos preparar para enfrentar dias com altas temperaturas, já que pouco se tem feito no mundo para amenizar o problema do aquecimento global. Até quando iremos derrubar tantas árvores de forma irresponsável? Depois reclamamos todos do calor.
 
Dezembro minguado
 
O mês de dezembro é tipicamente marcado por boas pancadas de chuva, mas neste ano, segundo a ETA – Estação de Tratamento de Água – de Santa Fé do Sul, no mês, até o presente momento choveu apenas 50.9 mm, enquanto que no ano passado, no mesmo período, tivemos mais de 250 mm de chuva. Em contrapartida, ainda segundo o setor, na última terça-feira os termômetros marcaram 37,2 graus e, no mês, tem variado na casa de 35 graus. Como se não bastasse, a sensação térmica tem ficado na casa dos 45 graus.
 
Sofrência
 
Aqui, na Terra do Sol, a ‘sofrência’ que tem predominado mesmo vem das altas temperaturas. Cabe ressaltar ainda que, sem chuvas, além do calor que aumenta, o índice de umidade relativa do ar vai “à casa do chapéu”, o que faz com que soframos muito tanto com o calor extremo como com o ar seco que, além de respirarmos mal favorece o aparecimento de várias doenças.
 
Malefícios
 
Desta feita, o grande malefício causado pelo clima seco é a desidratação das nossas células, em especial de nossa pele e de nossas mucosas. Dores de cabeça, olhos e narinas ressecados e cansaço também são sintomas causados frequentemente pelo clima seco. Isso acontece por causa da baixa umidade do ar, que em níveis abaixo do ideal mantém os agentes causados de alergias, como a poeira, por exemplo, por mais tempo pairando no ar.
 
Resultado…
 
E por causa desses agentes causadores de alergias, aumenta a incidência de doenças respiratórias e de infecções virais e bacterianas. Já as infecções acontecem com mais facilidade por causa da desidratação de nossas células, pois o vírus ou bactéria consegue se aderir com maior facilidade a uma célula ressecada do que à uma hidratada.
Além disso, as pessoas que já nasceram com predisposição a doenças respiratórias são as que mais sofrem com o baixo nível de umidade no ar. Isso acontece porque quando nós respiramos nosso corpo precisa umedecer o ar que está entrando pela cavidade nasal. Sem umidade no ar, o nosso muco nasal fica espesso demais e não consegue limpar as nossas vias aéreas corretamente, dando oportunidade para uma infecção respiratória se instalar em nosso corpo, como a renite alérgica, sinusite, conjuntivite alérgica, faringite, dermatite, asma e tantas outras.
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