Tópicos da Semana – Edição de sábado – 4/08/18

Publicado em 4/08/2018 00:08

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.

Charge: Leandro Gusson (Tatto).

Roda Morta

Não questionaremos as pérolas soltas pelo candidato à Presidência Jair Bolsonaro. Uma amiga chegou a comentar sobre seus antepassados, e disse: “Então, estavam lá na África sem fazer nada, de bobeira mesmo, viram alguns navios e pensaram: puxa, que vontade de sermos escravos no Brasil. Juntaram alguns amigos e vieram”. E paremos por aqui, senão usaremos este espaço somente para mencionar as “coisices” proferidas pelo sabatinado, mas o fato que mais chama a atenção do programa Roda Morta, ops, Roda Viva, da TV Cultura, exibido na noite da última segunda-feira, dia 30 de julho, é que ele não é mais o mesmo. Alguns jornalistas, para não dizer todos, foram muito fracos e deveras tendenciosos. Deram “tiros” contra o sabatinado, como aquelas bombinhas de traque que usávamos quando crianças.
Tartarugas débeis

Os “jornalentos” do programa Roda Viva deram um show de amadorismo, preguiça, despreparo e má intensão, como foi o caso do jornalista Ricardo Lessa, que usou a Wikipédia como fonte jornalística; outros deixaram a entrevista de lado e resolveram babar seus ódios ao entrevistado. A jornalista Daniela Lima, do jornal Folha de S. Paulo, disse a máxima que “o voto impresso seria retirado pelo eleitor como recibo e ele iria para casa com o ‘comprovante de quem votou’”.
Paspalhice

Já o jornalista Bernardo Mello, de O Globo, disse que Jesus Cristo foi refugiado (meu Deus!!!). Como se não bastasse, Thaísa Oyama, da revista Veja, autora do livro A Arte de Entrevistar Bem, muito provavelmente não deve ter lido o livro que ela mesma escreveu, pois foi a dona da pergunta, talvez, mais idiota, pois indagou Bolsonaro se ele teria um Plano B de Ministro de Economia, caso, se eleito, “se divorcie de Paulo Guedes”, e por aí foi o programa, ou seja, uma sucessão de nhém-nhém-nhéns.
E???

Por outro lado, Bolsonaro mal conseguiu, como é de costume, articular suas propostas, se é que as tem. Acertou no começo do programa, quando desejou deixar como legado que “a economia passe a ser liberal”, o que realmente é uma necessidade do Brasil, mas quem assistiu a toda a entrevista não ficou com a menor ideia de como isso deverá ser feito. Também não primou pela exatidão dos fatos. A impressão que fica do Roda Viva é a de dois mundos que até se encontram, mas não se entendem.
E o mundo pirou…

Na sexta-feira da semana passada, dia 27 de julho, Johnny Hooker usou o momento do seu show no Festival de Inverno de Garanhuns, no agreste do Pernambuco, para sair em defesa da peça “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, um monólogo em que Jesus é interpretado por uma atriz transexual. “E se Jesus voltasse agora à terra como uma travesti? Não era para amar o próximo como a si mesmo? Estamos aqui no festival de falso viva à liberdade. Pois eu quero dizer que Jesus também é travesti, afirmou Hooker. Entre ovações e vaias, o artista declarou: pode enfiar a vaia no c*.
Inquérito civil

O advogado alagoano Jethro Ferreira protocolou na última segunda-feira, dia 30 de julho, uma notícia-crime na Chefia de Polícia Civil de Pernambuco contra o cantor (sic), após sua declaração polêmica. De acordo com Ferreira, a polícia deve instaurar um inquérito civil para apurar a denúncia, que posteriormente será encaminhada para o Ministério Público Estadual de Pernambuco. A depender do que for avaliado pelas autoridades judiciais, o cantor pode pegar até seis anos de cadeia.
E piorou muito…

Todo o imbróglio envolvido na exibição da peça ganhou mais um capítulo pitoresco. Contrário à exibição do espetáculo, tendo até afirmado que solicitou ao governador Paulo Câmara a exclusão da peça da programação do evento, o deputado estadual Cleiton Collins (PP) parece não ter gostado do pronunciamento da cantora Daniela Mercury sobre a polêmica. No último domingo, durante seu show no palco Mestre Dominguinhos, a baiana criticou o que chamou de ‘censura’ das autoridades sobre a peça. Dois dias antes, em vídeo postado pela sua esposa, Michele Collins (PP), vereadora do Recife, Cleiton Collins usa trechos da apresentação da baiana para acusá-la de “invocar demônios” no palco.
Ninguém vive?

Na fala destacada pelo deputado, a cantora diz “tá liberado usar um pouquinho dos demônios da gente para sobreviver, porque sem demônio, meus amigos, ninguém vive”. Em seguida, Collins reclama. “É dessa forma que uma representante da Unicef vem com essas palavras de baixo calão, ofendendo muita gente e invocando demônios para o estado de Pernambuco e ainda levando recurso. Pernambuco é do senhor todo poderoso, criador do céu e da terra, é de Deus”, disse.
Chegaaaaa…

Na semana passada, a atriz Bruna Linzmeyer participou de um ensaio para a revista digital “aCriatura” e, entre outros assuntos, falou sobre a própria sexualidade. Para ela, a afirmação de que é lésbica tem cunho político. “Entendi que preciso estar numa caixinha, que preciso me colocar às vezes numa caixinha para poder falar sobre ela. Mas se eu for falar sobre uma caixinha que de fato me identifico mais, sou panromântica e pansexual. Me interesso por todas as pessoas. Não só sexualmente, como me apaixono por todas as pessoas. Mas o ato de me dizer uma mulher lésbica, é um ato de luta”, garantiu.
Orientação forçada

Ela também afirmou que a falta de ícones LGBTQ (meu Deus, daqui a pouco teremos todas as letras do alfabeto) durante sua infância e adolescência fez com que ela demorasse a se perceber como parte dessa comunidade. “Se eu tivesse tido referências e representatividade lésbica na minha infância e adolescência, teria sido lésbica muito antes. Perdi milhões de coisas na minha adolescência porque não sabia, isso não era uma possibilidade. A heterossexualidade é compulsória”, frisou. Trocando em miúdos, segundo a moçoila, a heterossexualidade é uma orientação forçada.
Errata

Na edição de 21 de julho de 2018, erramos ao informar que o Governo Municipal de Santa Rita D’Oeste conquistou emenda no valor de R$ 160.000,00 para a aquisição de tablets para otimizar o trabalho de agentes comunitários. Na verdade, a referida verba foi conquistada, através de emenda, para a reforma e ampliação da incubadora empresarial do município. Segundo a Secretaria de Saúde de Santa Rita D’Oeste, foram adquiridos seis tablets, no valor de 1.019,00 cada, por meio de emenda parlamentar destinada para a aquisição de equipamentos.

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