Tópicos da Semana – Edição de sábado – 6/04/19

Publicado em 6/04/2019 00:04

Por Lelo Sampaio.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).

Epidemia, sim
Em Santa Fé do Sul, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, neste ano a cidade já contabiliza 206 casos confirmados de dengue, sendo 177 casos autóctones, que são aqueles contraídos dentro do município, e 29 importados de cidades vizinhas, além de 669 casos notificados, destes 356 casos aguardando pelo resultado. Analisando o cenário epidemiológico de Santa Fé, verificou-se que a cidade já atingiu a incidência que não justifica mais a Vigilância Laboratorial Sorológica para todos os casos suspeitos, lembrando que a confirmação laboratorial desses exames pelo IAL – Instituto Adolfo Lutz – permaneça disponível e indicada somente para a investigação de todos os casos graves, ou seja, no dia 1º deste mês a cidade foi oficializada em epidemia.
Trabalho contínuo
A partir deste momento, a Secretaria Municipal de Saúde não envia mais os exames para o IAL, haja vista que o município já enviou a cota máxima de casos positivos, e a partir de agora todos os pacientes serão acompanhados pelos exames laboratoriais realizados na cidade, e, em contrapartida, o município dará todo o suporte necessário.
Dengue vizinha
A Secretaria Estadual da Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica Estadual, nesta semana oficializou Jales em epidemia de dengue. No ano de 2019 são 628 notificações, que automaticamente são classificados como positivos para o estabelecimento de análise da Secretaria. Neste período foram confirmados 101 casos de pessoas que contraíram a doença dentro do município e 13 importados de cidades vizinhas.
O olho que não quer ver
O mais complicado de toda essa problemática é que parece que muitas pessoas, embora haja todo um trabalho de conscientização por parte dos agentes de controle de vetores do município, não têm a verdadeira consciência da questão da dengue e que simples atos são cruciais para o não surgimento do mosquito.
Dito e redito
Sabe-se que já foi dito inúmeras vezes em todos os órgãos de imprensa país afora, mas os cuidados como tampar tonéis e caixas d´água; manter as calhas sempre limpas; deixar garrafas sempre viradas com a boca para baixo; manter lixeiras bem tampadas; deixar ralos limpos e com aplicação de tela; limpar semanalmente ou preencher pratos de vasos de plantas com areia; limpar com escova ou bucha os potes de água para animais; retirar água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa; cobrir e realizar manutenção periódica de áreas de piscinas e de hidromassagem; limpar ralos e canaletas externas; ter atenção especial com bromélias, babosas e outras plantas que podem acumular água; deixar lonas usadas para cobrir objetos bem esticadas, para evitar formação de poças d’água; ou seja, nada de lixo no quintal.
Própolis
O Jornal entrou em contato com um dos maiores pesquisadores das parasitemias e viroses do país, o apiterapeuta, biólogo e médico, Gilvan Barbosa Gama. Na avaliação de resposta quimioprofilática, a tintura de própolis, a uma concentração variante de 30% a 40%, ingerida em 250 ml de água, mostrou-se um excelente repelente quando expelida pela sudorese, mantendo não só o anofelino, como também outros mosquitos afastados dos indivíduos, tornando-os protegidos das picadas, e por via de consequência, protegidos também das parasitemias e viroses que esses mosquitos pudessem transmitir.
Santo repelente
Segundo o pesquisador, ninguém jamais seria tão insano, debiloide ou megalomaníaco o bastante para durante mais de 20 anos afirmar e pedir a prova e a contra prova de que o Extrato de Própolis das abelhas é ou não fármaco natural no tratamento da malária e da dengue. Trata-se apenas, segundo as evidências e ao bom senso, da não intenção das nossas autoridades da Saúde em confirmar, via ensaio clínico, que tal substância produzida pelas abelhas é repelente contra toda a sorte de mosquitos hematófagos.
Para os já infectados
Com as patologias instaladas, tal substância, na dengue, funciona como um potente antiviral aumentando o número de plaquetas. A própolis é comprovadamente uma substância hemostática. Cumpre lembrar ainda que 30 a 40 gotas bebidas em meio copo de água a cada 8 horas em épocas de infestação de mosquitos, funciona como excelente repelente aos mesmos. Quando ingerida não causa danos à saúde por ser atóxica. Esta dosagem sugerida é para adultos. Para crianças de 0 a 10 anos, sugere-se dar as gotas correspondes a 1/4 do peso corporal.
Volte já, Guri!!!
A notícia do fechamento dos 199 polos do Projeto Guri no estado de São Paulo dada na sexta-feira da semana passada (29 de marco) causou extremo alvoroço por parte dos alunos, pais de alunos, professores, demais funcionários e autoridades municipais e estadual. Na microrregião, os polos afetados seriam os de Santa Fé, Jales e Nova Canaã Paulista. Imediatamente, boa parte dos prefeitos das 15 cidades da região de Araçatuba, assim como o prefeito Ademir Maschio; o prefeito de Araçatuba, Dilador Borges; e os deputados estaduais Carlão Pignatari e Itamar Borges se mobilizaram no sentido de que o Governo do Estado revertesse a situação. Ressalta-se que Ademir Maschio falou diretamente com o vice-governador, Rodrigo Garcia; e com sua assessora parlamentar, Sílvia Meira.
Quem é esse Guri?
O Projeto Guri, que é o maior programa sociocultural brasileiro, mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, tem parceria com os municípios, e oferece aulas de música gratuitamente para crianças de seis a 17 anos de idade. Cerca de mil alunos serão prejudicados na região e 60 mil em todo o território paulista.
Abacaxi?
Em vez de considerar uma honra e um privilégio ter sido eleito para presidir o Brasil, Jair Bolsonaro disse na manhã desta quarta-feira (3), que a Presidência é um “abacaxi” e que “graças a Deus” ficará por pouco tempo. Bolsonaro disse, ainda, que está apenas “tocando o barco”. A declaração de Bolsonaro é no mesmo espírito da proferida pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, de que a pasta da qual é responsável também é um “abacaxi”.

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