Tópicos da Semana – Edição de sábado – 8/09/18

Publicado em 8/09/2018 00:09

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).

Educação de primeiro mundo

Que a Rede Municipal de Ensino de Santa Fé do Sul é de grande qualidade isso parece não ser mais novidade para ninguém. O que poucos sabem, talvez, é que nossos alunos, avaliados pelo Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica –, no ano passado, cujos dados foram divulgados recentemente, obtiveram nota 7.0, superando a proposta para o município pelo MEC, que era de 6.2. Desta feita, Santa Fé do Sul superou a meta que deveria ser atingida até o ano de 2021, ou seja, estamos à frente, e mais, nosso ensino pode ser comparado com o das melhores escolas municipais de qualquer país de primeiro mundo, onde a meta é nota 6.0.

Os louros

O mérito se deve a sucessivas boas administrações municipais e, evidentemente, aos secretários municipais, professores e demais funcionários de grande gabarito que vêm, ao longo dos últimos anos, desempenhando um papel fundamental para que possamos hoje dizer, sem sombra de dúvida, que estamos mais do que no caminho certo, formando alunos aptos e fortalecidos para entrarem no ensino médio e, posteriormente, no superior. Faz-se necessário ressaltar que para chegar ao índice, o MEC calcula a relação entre rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e desempenho em português e matemática da Prova Brasil, aplicada às crianças do 5º e 9º ano do fundamental e do 3º ano do ensino médio.

Laborioso

E para quem pensa que todo o trabalho é realizado desde a creche, às vezes isso não é verdade, pois atualmente a Educação de Santa Fé chega a receber alunos de outros estados já no 4º ano e que não estão alfabetizados, daí a necessidade de um trabalho árduo para dar conta da demanda. Sendo assim, no município há grupos de trabalhos, de apoio, grupos de reforço, acompanhamento individual (no período regular), que trabalham constantemente extraclasse com essas crianças com dificuldades. Ou seja, mesmo que não sejam filhos de Santa Fé, há uma grande preocupação para reverter qualquer quadro desalentador.

Nossa Educação

Santa Fé possui atualmente a educação básica, que se divide em creche, para alunos de 0 a 3 anos, e pré-escola, para alunos de 4 e 5 anos; o ensino fundamental 1, de 6 a 10 anos, que são alunos do 1º ao 5º ano, sendo que é justamente no 5º ano quando os alunos são avaliados pelo Saeb que, por fim, gera a nota do Ideb. Possui também o ensino fundamental 2, do 6º ao 9º ano, considerando que são os alunos do 9º ano que são avaliados pelo Saeb do ensino fundamental 2.

Em muitos lugares, é “pobrema”

Na quinta-feira da semana passada, dia 30 de agosto, o MEC – Ministério da Educação – divulgou os mais recentes dados do Saeb – Sistema de Avaliação da Educação Básica –, e as informações quanto ao nível dos alunos do 3º ano do ensino médio não são nada animadoras, haja vista que sete de cada dez alunos têm nível insuficiente em português e matemática. Outra informação nada reconfortante, desta vez da Unicef, é que sete milhões de estudantes no Brasil têm dois ou mais anos de atraso escolar.

Mais “pobrema”

Muitas instituições de ensino superior espalhadas pelo país, por sua vez, formam “profissionais” que, além de não terem conhecimento básico da língua portuguesa, sabem muito pouco de suas profissões. Dizem que a faculdade ou universidade pouco ensinam e que o aprendizado virá mesmo “na raça”, “suando a camisa” ou quando “colocarem a mão na massa”. A verdade é que boa parcela das instituições forma cidadãos competentes para o mercado de trabalho, porém, o que falta é justamente um maior comprometimento por parte dos alunos, sem generalizar, é claro.

Os níveis

Pela primeira vez, o MEC classificou os níveis de proficiência que estão organizados em uma escala de 0 a 9, ou seja, quanto menor o número, pior o resultado. Níveis de 0 a 3 são considerados insuficientes; entre 4 e 6 os alunos têm nível de conhecimento básico; e a partir de 7 até 9, adequado.
Ah, o ensino médio

A etapa mais problemática da educação foi o ensino médio, que foi classificado no nível 2 de proficiência. Em matemática, 71,67% dos alunos têm nível insuficiente de aprendizado. Desses, 23% estão no nível 0, o mais baixo da escala de proficiência. Em português, 70,88% dos alunos têm nível insuficiente de aprendizado, sendo que 23,9% estão no nível zero, o mais baixo.

Mas, e aqui?

Em Santa Fé do Sul, sem demagogia alguma, e não precisamos de pesquisas para comprovar isso, pois basta vermos mais de perto a grandessíssima parte dos profissionais que o Unifunec forma, a situação parece ser bem diferente. Além do domínio da língua portuguesa, sabem, e muito bem, exercer suas profissões com destreza, ética e muito profissionalismo. São dentistas, advogados, engenheiros, administradores de empresas, enfermeiros, fisioterapeutas e tantos outros que aqui atuam com muita excelência.

O falar mal

Evidentemente que, por vezes, uma instituição de ensino não forma exímios falantes da língua portuguesa, até porque este não é seu papel primordial, embora contribua substancialmente para que isso ocorra. Acontece que, alunos mal alfabetizados, provavelmente serão alunos com nível de proficiência no português muito baixo, e isso é muito difícil de ser mudado, pois desde cedo não foram incentivados para a leitura, e mais, vêm algumas vezes de famílias que também falam mal, e para que consigam tirar esse “vício”, tudo se torna muito mais difícil. Cabe aos alunos maior interesse para quebrar esse ciclo, fazendo valer o dito popular que diz que “é o aluno que faz a escola”, também!!!

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