DOVE PEDE DESCULPAS APÓS ACUSAÇÕES DE RACISMO EM ANÚNCIO DE SABONETE

Publicado em 10/10/2017 17:10

A marca de higiene pessoal e beleza Dove pediu desculpas depois de publicar em uma página no Facebook um anúncio em que uma mulher negra se transforma em branca. Ao lado dela, há um sabonete, o que deu a entender aos internautas que a consumidora ficava limpa ao usar o produto e clarear a pele. A propaganda foi considerada racista e despertou uma onda de críticas e até pedidos de boicote à companhia.
Diante da reação, a marca apagou a postagem e se retratou, pelo Twitter, afirmando que “errou o alvo” ao representar mulheres negras. “Nós nos arrependemos profundamente da ofensa que causamos”, lê-se no pedido de desculpas. A campanha controversa viralizou quando a maquiadora Naomi Blake questionou o conteúdo nas redes sociais. A americana viu o anúncio enquanto olhava mensagens no Facebook.
“O que diz às pessoas negras? Que somos julgadas pela cor da nossa pele e que isso inclui o que é considerado beleza neste país”, destacou Naomi. Parte da mídia internacional pontuou que a propaganda foi publicada na página britânica da marca.
Pertencente à Unilever, a Dove ainda ressaltou que o anúncio não representava a diversidade da beleza, pela qual a marca é apaixonada. “Isso não deveria ter acontecido”, destacava o comunicado. Milhares de internautas responderam à publicação no Twitter com críticas e comentários negativos à marca. Vários pediam o boicote dos produtos da companhia.
Outros usuários das redes apontaram que as acusações de racismo em anúncios da Dove não eram inéditas. Em 2011, a marca publicou uma propaganda que mostrava o “antes e depois” das mulheres que usavam os produtos. Na foto, um mulher negra ficava embaixo da palavra “antes” e uma mulher branca, abaixo do “depois”. Na ocasião, a companhia se defendeu de que todas as modelos mostravam o resultado benéfico dos produtos e que não aceitava qualquer atividade ou imagem que insultasse parte da audiência.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Globo

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