PREÇO DA CARNE DISPARA E DEIXA CHURRASCO DE FIM DE ANO MAIS SALGADO EM SANTA FÉ

Publicado em 2/12/2019 08:12

Por Bárbara Scholl

Os consumidores da Estância Turística de Santa Fé do Sul que têm o hábito de fazer churrasco aos finais de semana e não abrem mão do coxão mole do dia a dia já repararam que o preço da carne está bem salgado.
A previsão não é boa, pois até o fim de ano, é pouco provável que a proteína animal fique com o preço mais acessível. Entre os motivos, há fatores relativos aos mercados externo e interno.
Segundo especialistas, o aumento das exportações para China, Rússia e Emirados Árabes foi o principal motivo da alta para o consumidor.


Além disso, a questão mais importante é o aumento de exportações para a China, que foi atingida no final de 2018 pela peste africana, que é uma doença hemorrágica altamente contagiosa, provocada por um vírus que só atingem porcos. Além da peste africana, há outro fator para as exportações estarem aumentando. A política pública da China está aumentando a renda do trabalhador, que tende a consumir cada vez mais proteína animal.
Para suprir o consumo dos chineses, só este ano o Brasil já importou 318.918 toneladas de carne bovina, 184.393 toneladas de carne suína, 448.833 toneladas de carne de frango, e as transações totalizaram mais de U$ 3 bilhões, segundo estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (Agrostat).


Para sabermos qual o valor de cinco tipos de carnes mais consumidas, a reportagem de O Jornal entrevistou três proprietários e funcionários de açougues, em Santa Fé.
Segundo o proprietário do primeiro estabelecimento, na última semana de outubro o preço da costela estava R$ 12,00 o quilo, e nesta semana última semana está R$ 16,00; o coxão mole estava R$ 22,00, e agora está R$ 31,00; o alcatra estava R$ 24,00, e agora está R$ 35,00; o coxão mole estava R$ 19,00, e agora está R$ 28,00 e a picanha estava R$ 44,00, e agora está R$ 48,00.


De acordo com o segundo açougue, o valor da costela era de R$ 12,90, agora está R$ 14,90; o coxão mole R$ 22,90, e agora R$ 28,90; o alcatra R$ 26,90, e agora R$ 29,90; o coxão duro R$ 19,90, e agora R$ 26,90 e a picanha estava R$ 32,90 e agora está R$ 46,90.
Já no terceiro açougue, a costela era comercializada a R$ 11,90, e agora está sendo vendida a R$ 13,90; o coxão mole estava R$ 21,90, e agora está R$ 24,90; o alcatra estava R$ 24,90, e agora está R$ 28,90; o coxão duro estava R$ 19,80, e agora está R$ 23,80 e a picanha estava R$ 33,90 e agora está R$ 36,80.
Podemos observar que o preço da carne nos três estabelecimentos a carne subiu em média 25,49%, da última semana de outubro até agora.


Em entrevista à reportagem, Pedro C. Silva, morador de Santa Fé do Sul, relatou que desde o momento em que a carne começou a subir, os seus hábitos alimentares mudaram bastante, fazendo com que coma carne apenas uma vez na semana e uma vez aos finais de semana. “Antes eu tinha mania de fazer churrasco em casa três finais de semanas por mês e, além disso, em três dias da semana também comia carne. Agora faço churrasco apenas em um final de semana e como carne apenas uma vez na semana. Estou trocando a carne por ovos e legumes”, salientou.
Já a dona de casa Maria de Jesus da Silva disse estar assustada com o preço elevado da carne vermelha. “Estou até me perguntando o que aconteceu. Não consigo entender porque aumentaram tanto assim de uma vez”.


Segundo ela, que mora com o esposo e três filhos, definitivamente ficou inviável comprar carne. “Vamos comer ovos, frango, pois não conseguimos pagar esse preço, e olha que antes comíamos carne praticamente todos os dias”, explicou.

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