SECRETÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO PAGA FIANÇA, MAS PERMANECE PRESO POR ORDEM JUDICIAL

Publicado em 4/07/2018 14:07

O Gaeco – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – do Ministério Público Estadual realizou devassa na casa do secretário de Administração do município de Aparecida do Taboado, Kaiser Carlos Correa, durante a Operação Back Door, deflagrada ontem para desarticular esquema de fraude em concurso público. Alvo de mandado de prisão temporária, Kaiser foi autuado em flagrante por posse irregular de munições.
Segundo ordem de busca e apreensão expedida pela juíza Kelly Gaspar Duarte Neves, agentes do Gaeco foram autorizados a apreender anotações, planilhas, contratos, registros, livros, cadernos, recibos, ordens de pagamento, extratos e diversos outros documentos ligados aos crimes investigados. Também foram autorizados a recolher computadores, discos rígidos, tablets, agendas eletrônicas e arquivos digitais quem mantivessem provas.
Além disso, a juíza determinou ainda a apreensão de celulares do investigado e qualquer valor em dinheiro sem comprovação de origem. Durante as buscas, os agentes encontraram duas munições calibre .38 na gaveta do guarda-roupas. Kaiser foi autuado em flagrante pela posse da munição e pagou fiança arbitrada pela autoridade policial em R$ 954, mas continua preso, já que era alvo de mandado de prisão temporária de cinco dias.
OPERAÇÃO BACK DOOR
A Operação Back Door foi deflagrada na manhã de ontem, pelo Gaeco contra esquema de fraude em concurso público no município de Aparecida do Taboado, localizado a 449 quilômetros de Campo Grande, para o cargo de procurador jurídico, cujo edital tinha irregularidades, como a ausência de prova teórica, o que beneficiaria direcionamento a candidatos.
Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, nas cidades de Campo Grande e Aparecida do Taboado.
Foram alvos de busca e apreensão, as Secretarias de Administração e Obras do Município, a Procuradoria-Geral, a empresa responsável pela realização do certame, além de servidores, ex-servidores e particulares. “Essas pessoas ingressavam no serviço público praticando fraude, pela porta dos fundos, sem necessariamente passar pelo concurso, comparecendo aos locais de prova, obedecendo as normas e concorrendo em pé de igualdade com os demais”, disse a coordenadora do Gaeco, a promotora Cristiane Mourão Leal Santos, ontem. Costa Leste News.

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