Cartorário de Santa Fé é preso por estupro de vulnerável

Publicado em 21/01/2017 00:01

menegão2O cartorário Eder Marcelo Ventura Menegão, de 53 anos, conhecido como Edinho do Cartório, foi preso na manhã de quirta-feira, 19, por volta das 10:00 horas, em Santa Fé do Sul, sob acusação de estupro de vulnerável.
Em entrevista a O Jornal, a delegada da DDM – Delegacia de Defesa da Mulher –, Mariana Alves Machado Nascimento, disse que Edinho foi preso em comprimento a um mandado de prisão expedido contra ele. O caso vinha sendo investigado desde 2010.
“As investigações na época começaram após a polícia receber uma denúncia anônima de que Edson estaria praticando estupros. Com a denúncia, a polícia começou a investigar os fatos e chegou a algumas provas que incriminavam o acusado. Diante dos fatos, foi decretada a prisão preventiva do cartorário, ele ficou preso por alguns meses, mas conseguiu permanecer em liberdade amparada por recursos adquiridos por seu advogado”, disse.
Ela ainda afirmou que estes recursos foram derrubados pela Justiça, sendo concedido um novo mandato de prisão definitiva. “Ele foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão, e ficará detido na Cadeia Pública de Santa Fé do Sul até que a Secretaria de Administração Penitenciária possa abrir uma vaga, e, assim, encaminhá-lo para algum presidio do Estado”, disse a delegada Mariana Alves Machado Nascimento.
Caso
O delegado da Polícia Civil Higor Vinicius Nogueira Jorge disse que na época ele teve a prisão preventiva determinada pela Justiça com base em denúncias de crianças que teriam sido abusadas. “Os dois garotos que supostamente foram abusados, eram amigos do filho do cartorário e teriam sido abusados em sua própria casa, onde iam brincar com o seu filho. Um dos meninos, que possuía 11 anos, teria dito que foi violentado sexualmente pelo período de seis meses, e que precisou de tratamento médico devido a sequelas no ânus”, disse o delegado.
Higor Jorge afirmou que por um exame de corpo de delito foi comprovado que o menor foi violentado. “Outra criança, também de 11 anos, teria dito à polícia que foi agarrada e tido as nádegas acariciadas. Na época ele conseguiu se livrar da prisão por causa de um habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo, mas agora foi condenado nesta última quinta-feira, dia 19, pela justiça de Santa Fé do Sul, através da 3ª Vara e teve a sentença mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e ficará preso por definitivo ou até que sua pena seja cumprida, ou retirada por algum recurso adjunto ao STJ – Supremo Tribunal de Justiça –”, esclareceu Higor Vinicius Nogueira Jorge.

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