Nori

Publicado em 22/05/2021 00:05

Nori marcou época na cidade de Três Fronteiras. Fez história e fez amigos. Eu dizia que o Nori era o trifronteirano que tinha mais filhos, pois educou muitas crianças e adolescentes.
Além de seus filhos João Cléber, fisioterapeuta; Juliana, artista plástica; e Bruna, médica, Nori incentivou o Marquinhos Crespilho, o Chininha, o Evandro (Vaquinha), o Bruno Nilsen no esporte, na humildade, na vida, no respeito, no amor. A lista não cabe nessa crônica.
Toda criança que seguiu Nori não se envolveu em drogas.
Nori era um exemplo de esportista, de amigo e de companheiro.
Em Santa Fé do Sul se conhece o Nori do ‘Celeiro’, juntamente com a Jane, um empreendedor, um inovador a incentivar o turismo, mas Nori educou os jovens lá em Três Fronteiras.
Tinha nos irmãos do Juvenil Três Fronteiras afeição. Nori quebrou paradigmas: era o ‘japoneizinho’ bom de bola. No esporte amador regional é um dos jogadores mais lembrados e mais queridos.
Depois no Tênis Clube, com os racheiros, Nori desfilava em campo um futebol primoroso e ali na cervejinha, boa conversa e muita amizade.
Doce, comunicativo, saudável e articulado. Onde estava, Nori somava, agregava, agradava e espancava a tristeza.
Parece que seus ombros eram maiores que o corpo. A gente encostava neles para descansar e repor energias.
Rubens Soares (Rubão) – também amigo de infância do Nori – quando se mudou para Campinas certa vez me disse que quando estava com soluço seu pai dizia: – Rubão, o Nori morreu. O susto de Rubão era tão grande que parava o soluço.
Agora o soluço não para…
Agora choramos incessantemente pela perda de um grande irmão que tantas alegrias nos deu. Enfim, tropeçando e soluçando, perdemos o chão.

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