RAFAEL

Publicado em 25/07/2020 00:07

Para falar do saudoso Rafael deveria somente ir ao dicionário e separar todas as palavras que têm significados dignificantes e aclamatórios e representariam a pessoa do nosso Rafa.
Na letra ‘a’ encontraria ‘amor’ e Rafa era o amor em figura de gente, pois ele tinha forte afeição pelas pessoas, gratuitamente.
Em seguida ‘amigo’, pois inclusive escolheu esse dia para nos deixar e Rafa era essencialmente benevolente.
Ainda na letra ‘a’ me lembro de anjo. Até seu cabelo já era encaracolado para parecer com os seres celestiais e espirituais, servos de Deus.
Pulando já para a letra ‘b’ do dicionário, Rafa foi para nós bacana, demonstrando na sua passagem terrena um ser agradável, bom, compreensivo e correto.
Enfim, qualquer letra do dicionário você encontra um adjetivo para qualificar o Rafa.
Mas o que me marca profundamente a lembrança era o encontro que eu tinha com o Rafa e carinhosamente ele me perguntava: ‘Gil, e o Lucas, está bom? E a Tânia?’. ‘Ah, Gil ontem eu vi o Titá, ele é gente boa, né?’.
Aquelas palavras soavam com a pureza de um menino Deus querendo saber sinceramente da minha família e dos meus entes queridos.
Então avisava meu filho que o Rafa havia perguntado dele e ele retribuía: ‘manda um abraço para ele’.
Sempre via o Rafa andando com seu pai Bita. Mas quando estava sozinho eu também perguntava: e o Bita?
Ele respondia: ‘O veio tá bom’. ‘Aquilo, Gil, é aroeira!’.
Agora a ‘aroeira’ do Rafa, nosso amigo Bita, deve estar derretido, sentido, por não ter se despedido de seu filho, seu amigo e seu parceiro da forma merecida, mas para vocês, Bita, Dilani e Caio, fica a certeza de que o amor um dia andou na Terra e que seu apelido era Rafael.

Última Edição