PSICODRAMA – UMA EXPERIÊNCIA PARA SEMPRE
Muitas vezes nossos olhos estão abertos, mas, nas retinas, só escuridão.
Não conseguimos ver a luz que vem de fora a nos iluminar a mente e a alma.
Nesses dias, não sabemos o que fazer com nossa vida afetiva, profissional ou até mesmo social. Nos sentimos perdidos, sem saber aonde ir e o que fazer.
Era assim que me sentia: numa casa escura, com janelas fechadas. Eu era a casa. Uma casa com portas e janelas, porém vazia, entregue a ninguém.
De vez em quando uma leve brisa fazia esvoaçar cortinas que permitiam, através de frestas, a entrada de flashes de luz, que me deixavam contente e me faziam sorrir, gargalhar até… Tenho certeza que muitos de vocês às vezes ou muitas vezes também sentem-se assim.
Eu sabia onde estavam as peças do quebra-cabeças da vida dentro do meu eu, mas não conseguia alcançá-las. Me sentia perdida, sem saber que direção seguir.
Sabia que algum dia, em alguma fase da minha vida, eu e outras pessoas havíamos colocado meus sentimentos, minhas experiências, minhas dores e meus medos nessa casa entregue à penumbra. Isso porque um dia, que eu não sei quando, as janelas foram se fechando, uma a uma e eu não conseguia mais localizar nada ou quase nada dentro de mim.
Sabia que tudo estava lá. Mas vivia aos tropeços sem saber ao certo onde encontrar meu conforto interior, minha felicidade, nem que fosse numa cadeira antiga e amiga, assim como também não via o caminho para meus cômodos cheios de sombras.
Um dia, é claro que não por acaso, surgiu um convite do amigo Manoel de Matos para participar de um trabalho que me foi apresentado como “processo de desenvolvimento de identidade profissional”, com a utilização do Psicodrama.
Curiosa como sou, e desesperada para encontrar meu caminho como estava naquele momento, não pensei duas vezes. Queria conhecer e sentir a nova experiência que se apresentava.
Foram cinco encontros, cinco vivências que me permitiam enxergar meus erros e acertos, minhas vitórias e derrotas, não só como profissional, mas como mulher, filha, mãe e esposa.
Nada de terapia, nada de hipnose. Apenas revivenciar e rever minhas coisas antigas, guardadas como folhas amareladas, e que não me serviam mais para nada. Eram só velhas imagens que ainda me faziam sofrer.
Continua…