Guardando a Camisa, Exercendo a Cidadania
O apito final nos gramados deixa um vazio imediato na alma do torcedor, aquela velha sensação de que o mundo desaba quando a Seleção Brasileira é derrotada.
Choramos o gol que não veio e o erro tático na televisão, mas, ao abrirmos a janela na manhã seguinte, percebemos que o país real não parou.
O pranto esportivo, embora legítimo, não apaga a dignidade reconquistada nas mesas e nos lares de milhões de cidadãos. Se no futebol faltou fôlego para alcançar o topo, na vida real o Brasil celebra vitórias muito mais urgentes e vitais para o seu povo.
O placar que realmente importa estampa dados que nenhuma eliminação consegue anular: colhemos hoje o menor índice de desemprego da nossa história recente.
A economia respira aliviada com a menor inflação dos últimos tempos, devolvendo o poder de compra ao trabalhador comum.
A conquista mais bonita, contudo, não veio em forma de taça de ouro, mas no fato histórico de termos saído novamente do Mapa da Fome da ONU.
Somado a isso, o bolso de quem rala diariamente ganhou um alívio histórico com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais, garantindo que o fruto do suor permaneça com quem o produziu.
Vestiremos novamente a roupa de trabalho e exerceremos o maior poder de uma democracia: nós vamos votar. A urna eletrônica nos chama para decidir os rumos do país, sabendo que no ano que vem a reforma tributária entrará efetivamente em vigor, simplificando de vez um sistema que por décadas pesou sobre o cidadão.
Curamos a ressaca da derrota esportiva certos de que a nossa cidadania não depende de noventa minutos de futebol.
O Brasil que chora a bola perdida é o mesmo que celebra o prato cheio, as contas mais leves e caminha, orgulhoso, em direção ao futuro.

