Dirceu dos Reis

Publicado em 5/09/2026 00:09

Um fato inusitado da descendência do nosso herói de hoje é que ele tinha um avô português, Pedro, pai do professor Nazareth, que foi amigo de infância do príncipe herdeiro do Brasil, Dom Pedro II.
Dirceu dos Reis nasceu em Pereira Barreto no dia 30 de outubro de 1948. De uma família de lavradores, os seus pais Aurora Piloni, italiana e Rubens dos Reis, português, foram trabalhar nas fazendas de Olímpia em lavouras de café perto das colônias de imigrantes japoneses. Eram trabalhadores, que vieram para o Brasil em busca de trabalho agrícola, através de um programa específico de imigração criado por Getúlio Vargas nos anos 50. O trabalho nas plantações de café era duro e árduo, mas todos conseguiram vencer através da educação.
Dirceu fez o primário no Grupo Escolar de uma fazenda nas Alianças, em Pereira Barreto. Em 1960 com o apoio de seu tio Raul, aos 12 anos, foi para o seminário em Birigui, depois para Piracicaba e em 1963 veio para Santa Fé do Sul. Completou o ginasial no Enge, estudou na Escola de Comércio na época do professor Carlos Américo Trevisan e Mário Gobbi, cursou o magistério na Escola Normal do Iepim e Educação Física na Funec. Após fazer o curso de Suficiência em Ciências, Cade, em Campo Grande, foi professor no Iepim na época do diretor José Clemente e na Marina de Oliveira, cujo diretor era José Pazim e o secretário, Odalto Dalla Colletta. Trabalhou no Sindicato Rural com Adaulto Luiz Lopes. Foi funcionário público nas gestões dos prefeitos Edinho e Jeromão, presidente pro tempore da Funec de 2009 a 2010 na administração de Toninho Favaleça e hoje trabalha como contabilista no Escritório São José desde 1988.
Era sócio do Clube Nipo para participar dos grandes carnavais e dos monumentais bailes com bandas da cidade, como Jeferson Five, do Fermino e Gemini V, dos irmãos Kuroda. No Tênis Clube jogou o tradicional racha dos sábados. No futebol de salão jogou no time do Enge e do Flamenguinho. No futebol de campo brilhou no Guarani, do Alipinho, com Mão de Onça, Irineu Curti, Pardal, Varmor e Celsão. No time dos Alfaiates batia um bolão com Viola, Moringa, Chicão e Jorge Ale.
No presente momento da vida vamos homenagear a figura ímpar de Dirceu dos Reis, pelas suas 78 primaveras, através da sua saudosa esposa Eliana, dos filhos Rui e Elines, do querido neto Otávio, das irmãs Cecília, Dionízia, Maria de Fátima, Iolanda e Maria de Lourdes, dos parentes, colegas, amigos e da população santafessulense.
Parabéns!

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