Por vezes, água verde e gosmenta, acúmulo de algas e afins, aparecimento de arraias e mortandade de peixes; o que pode estar acontecendo no lago da hidrelétrica do rio Paraná e na região
O que antes era um refúgio de águas cristalinas e noites de luar, hoje agoniza sob uma camada verde e viscosa. Para quem viveu a era de ouro do rio Paraná na região, nas décadas de 70 e 80, a atual paisagem algumas vezes do ano é um retrato desolador do que especialistas chamam de “progresso predatório”.
Entrar no rio à noite era um acalento para a alma; a água era tão limpa que não havia medo. No entanto, a nostalgia deu lugar à preocupação técnica. O fenômeno da eutrofização — o excesso de nutrientes como nitrogênio e fósforo — transformou o leito do rio em um ambiente hostil.
O Jornal conversou com Francisco Carlos, que relatou que durante uma pescaria de tucunaré do outro lado do rio, em um bico na frente do loteamento Vale do Sol , sentia-se um cheiro muito forte de animal morto. Ao continuar a pescaria, foram vistas centenas de carcaças de peixe do tipo tilápia, rodeadas de urubus e outros pássaros se alimentando disso.
Nossa reportagem conversou também com Ludimila Martins, gestora do Parque Ecoturístico da Areia Branca, localizado no Município de Interesse Turístico de Três Fronteiras, que falou também sobre o assunto.
Falamos também com o advogado, mestre em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente e colunista de O Jornal, Gilberto Antonio Luiz, autor do livro Avaliação Ambiental do Parque Ecoturístico da Areia Branca (Três Fronteiras – SP): subsídios para a conservação ambiental local, que deu detalhes mais técnicos sobre esta situação que, há muito tempo, pede socorro. Leia a notícia completa na edição impressa. Faça já a sua assinatura e receba o jornal impresso e online. Contato (17) 99619-3232.

