Campeões da raça

Publicado em 4/07/2026 00:07

Em tempo de Copa do Mundo, o livro “Campeões da Raça” retrata os heróis negros da Copa de 1958 e conta como o Brasil superou o racismo para se tornar campeão.
A obra aborda o tema do racismo no futebol brasileiro, principalmente na década de 50 e relembra como os jogadores negros da seleção, na Suécia, quase ficaram fora do time titular devido ao preconceito naquela Copa do Mundo, que hoje completa exatamente 60 anos.
A seleção foi campeã do mundo pela primeira vez, embalada ao som da música cuja estrofe ninguém se esquece: a taça do mundo é nossa/o brasileiro/não há quem possa… com Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha Vavá, Pelé e Zagallo, dirigido pelo técnico Vicente Feola.
“Se o negro tem o espaço e o respeito que tem hoje no futebol brasileiro, foi por causa dessa Copa, da conquista de 1958”. A frase foi dita por Fábio Mendes, jornalista de Jacareí e autor do livro “Campeões da Raça – Os Heróis Negros da Copa de 1958”.
Para se ter uma ideia, atletas que foram fundamentais na conquista como Pelé, Garrincha e Djalma Santos só se tornaram titulares ao longo do torneio. Uma das exceções foi Didi. Eleito melhor atleta da Copa, ele foi titular desde o início, apesar da cor da pele.
O racismo no futebol brasileiro na década de 50 foi aflorado, principalmente, após o fatídico “Maracanaço”, onde o goleiro negro da seleção, Moacir Barbosa, falhou em um dos gols da final contra o Uruguai e o Brasil perdeu a Copa em casa. Até o título de 58, os jogadores negros eram tachados como psicologicamente inferiores aos brancos.
Existe atualmente a discriminação racial, mas na maioria das vezes é tolerada. Por exemplo, na seleção do Japão, o goleiro Zion Suzuki, filho de pai ganês e mãe japonesa, superou o preconceito de ser afrodescendente simplesmente pelo seu excepcional desempenho na posição.

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