O médico e o monstro
A secular história do médico que criou um novo ser humano utilizando-se de órgãos retirados de cadáveres é a mesma que acontece nos dias de hoje.
Victor Frankestein, o médico em questão, era um estudioso obcecado em dar vida à matéria inanimada em busca de reconhecimento e glória por toda a eternidade.
Ele buscava transcender os limites impostos pela natureza criando um ser vivo, vaidoso, altivo, onipotente e poderoso, que a humanidade nunca havia conseguido antes.
Dr. Victor também esperava que sua criação o tornasse famoso e fosse reconhecido como um gênio, alguém que mudaria a história da ciência, um “benfeitor da humanidade”. Mas, no fundo, o seu ego inflado ansiava ser tão poderoso quanto sua criatura.
Após criar o monstro, horrorizado pela sua atitude ditatorial, o médico o abandonou. Esse ato de abandono desencadeou uma série de eventos trágicos, que levaram a criatura a buscar vingança contra tudo e contra todos.
O médico, ao criar um monstro, que impulsionado pela ambição, pela tirania e pelo desejo de desafiar a todos, roubou até a liberdade do seu próprio criador.
É mais do que provado que a história de Frankestein ainda se repete nos dias atuais por uma ideologia travestida de médico, cuja ambição é de desafiar a natureza para conquistar o poder absoluto através de uma militância suprema.

