O poder político da fábula

Publicado em 30/05/2026 00:05

Em ano de eleições, o tema “política” domina as conversas fora e dentro de casa – e as crianças estão sempre com os ouvidos atentos para tudo à sua volta. O que muita gente esquece, porém, é que a palavra “política” engloba muito mais do que o voto, o prefeito, o vereador, o governador, o deputado, o senador e o presidente. O conceito da palavra política tem origem no grego politikós, uma derivação de polis, que significa “cidade” e “tikós”, que quer dizer “bem comum”. E tudo isso tem muito a ver com as narrativas, especialmente uma bem antiga e conhecida: a fábula.
É claro que tudo é político quando vivemos em sociedade: suas escolhas de consumo, de transporte, de atuação no bairro e também as histórias que você consome e conta. Compostas por textos curtos, geralmente protagonizados por animais ou objetos falantes, elas trazem sempre uma moral, uma lição. Surgiram muitos séculos atrás e chegam aos nossos dias em recontos do nosso cotidiano atual.
Atualmente as fábulas continuam sendo usadas de maneira política, para dar exemplos de ação e ensinar lições. As histórias são conhecidas e recontadas sempre. Ainda hoje, as crianças tiram aprendizados das histórias clássicas, como A galinha dos ovos de ouro, criação de Esopo, na Grécia.
Na história, o dono de uma galinha fica perplexo ao perceber que a ave botava ovos de ouro maciço. Então, acha que dentro da galinha deveria haver ainda mais metal precioso e decide abri-la. No entanto, não há ouro, e a galinha morre.
Moral da história: quem muito quer, nada tem, principalmente quem mata a galinha dos ovos de ouro.

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