Oscar Schmidt, o Mão Santa
O nosso herói de hoje, Oscar Schmidt, ícone do basquete da camisa 14, forma uma constelação no infinito dos céus com Ayrton Senna, o número 12 da McLaren e do automobilismo, e Pelé, o 10 do futebol: o trio de gênios e ídolos do esporte mundial.
O nosso Oscar, de sucesso, ele entendia. Em 25 anos de carreira no basquete ele venceu quase tudo o que disputou. Conhecido como “mão santa”, ele colecionou recordes no currículo da bola ao cesto. Para citar apenas um, foram cinco olimpíadas disputadas, o maior número de participações já alcançado por um jogador brasileiro de basquete.
Segundo ele próprio declarou, o legado que gostaria de deixar é o treino. Gostaria que todas as pessoas pudessem entender e valorizar a importância de treinar e se preparar. Sem treinamento, não existem vitórias. Por isso ele dizia para as pessoas treinarem muito, mas muito mesmo até a exaustão e, quando estiverem bem cansadas, treinar mais um pouquinho, porque é esse pouquinho que irá fazer a diferença lá na frente.
Mais do que recordes ou medalhas, ele deixa uma filosofia, que começou a ser moldada ainda na infância, sob a influência de um pai rigoroso, o militar Oswaldo Heidi, que valorizava hábitos saudáveis, disciplina e comprometimento.
“Não é Mão Santa. É mão treinada”, eram mais de 500 arremessos por dia, em doze horas de intensa atividade.
Como diz o ditado popular, “o povo só vê as pingas que eu tomo, mas não vê os tombos que eu levo”.
Em qualquer trabalho, o estudo, o comprometimento e a dedicação são os pilares da excelência profissional para vencer os obstáculos da vida.

