A economia progressista está dando resultado
Dario Durigan e Carlos Cuerpo subscrevem artigo na Folha de S. Paulo na última segunda-feira em que retrata que os governos do Brasil e da Espanha têm demonstrado que é possível combinar justiça social com crescimento econômico. O artigo defende que a agenda econômica de viés progressista rompe com o antigo dogma neoliberal de que, para a economia crescer e as contas se equilibrarem, seria obrigatório cortar direitos sociais ou penalizar os mais vulneráveis.
Os principais pontos defendidos pelos autores são:
Resultados Práticos sobre o Discurso: Os autores enfatizam que “a esquerda será julgada pelo que muda na vida de cada um: melhores condições de trabalho, moradia que caiba no bolso e educação que abra oportunidades de verdade. Discurso nenhum substitui isso”.
O Contexto Global: O modelo econômico é implementado em um cenário global complexo, marcado por guerras, extremismo e decisões unilaterais que enfraquecem o multilateralismo.
A Geopolítica e Cooperação Internacional: É destacado o papel de liderança do presidente Lula ao dar voz ao Sul Global e do presidente espanhol Pedro Sánchez na defesa do direito internacional e da autonomia estratégica europeia. O avanço no acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia é citado como exemplo prático desse esforço de cooperação.
Inclusão Digital e Social: Há uma defesa explícita de uma “soberania digital a serviço das pessoas” contrapondo-se ao poder tecnológico e financeiro concentrado.
O artigo opinativo de Dario Durigan e Carlos Cuerpo é muito oportuno e defende que a união entre Brasil e Espanha comprova a viabilidade de aliar avanços sociais e inclusão ao crescimento econômico e à responsabilidade fiscal. O texto aponta que o bem-estar da maioria e a cooperação internacional funcionam como motores contra a extrema austeridade e o protecionismo global.
O sucesso dessa articulação entre Brasil e Espanha não é apenas uma vitória estatística; é a demolição de um dos mitos mais nocivos da economia moderna. Ao provar que a responsabilidade fiscal ganha força quando caminha lado a lado com a dignidade humana, os dois países enviam um recado claro ao tabuleiro global: a austeridade cega não é uma lei natural, mas uma escolha ideológica. Em um mundo sitiado pelo extremismo e pela exclusão, a economia progressista deixa de ser uma mera alternativa teórica para se consolidar como o único caminho viável, urgente e sustentável para o futuro das democracias.
O crescimento econômico que ignora o povo não gera riqueza, gera revolta; e o modelo ibero-americano mostra que governar é, acima de tudo, incluir.

