Se você me permite…

Publicado em 4/03/2016 23:03

Muitos são os leitores do sexo masculino que me abordam na rua, nas lojas ou nos eventos para falar sobre os temas das minhas crônicas e despejam nos meus ouvidos um sem número de reclamações. São, na sua grande maioria, senhores que já passaram dos 50, leitores assíduos, mas um tanto quanto revoltados com o que eles chamam de feminismo e injustiças da minha parte.
Neste espaço tenho escrito sobre as lamentações das mulheres quanto à canalhice de muitos homens. Não que as mesmas sejam santas, afinal sei de cafajestadas femininas que deixam os homens no chinelo. As diferenças entre os dois gêneros vão sempre trazer alegrias, prazeres e muita discórdia.
Conversávamos sobre isso uma noite destas quando iniciaram uma discussão sobre a Festa das Mulheres, que acontece há vários anos em Jales, e na qual só é permitida a entrada de mulheres como o próprio nome já diz. É um evento beneficente, comum, com muita comida, bebida e música. Festa temática, na qual as mulheres podem fazer uma coisa que não lhes é permitida ao lado de um grande número de maridos: Divertirem-se sem culpa!
Ao analisar os fatos que ocorrem por causa dessa festa, tipo: Maridos que não deixam a mulher ir porque acham que vão acontecer coisas tenebrosas lá dentro. Homens que ficam esperando a mulher dentro do carro no estacionamento e a maioria que simplesmente não deixa a mulher ir porque não quer que ela divirta-se sem ele. Alguns ameaçam até que vão arrumar uma festa igual, só de homens, para irem também. Elas desistem.
Desistem de mandar a própria vida, desistem de serem respeitadas como seres humanos, permitem que seus homens desconfiem de seu comportamento longe deles, como se fossem crianças desobedientes, e algumas dizem até que não vão porque uma festa assim é coisa do diabo. Ou seja, tudo que acontece nas suas vidas é com sua (delas) permissão, claro.
Realmente, meus queridos amigos do sexo masculino, machões ou não, suas senhoras recebem de vocês o tratamento que merecem.
A permissividade de certas damas da sociedade em troca de uma vida boa, uma viagem por ano e uma jóia na data certa custa caro para elas, não para vocês, homens, que na verdade estão só fazendo o dever de casa que aprenderam há milênios.

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