O Jornal ganha espaço reservado na Biblioteca Municipal de Santa Fé do Sul

Publicado em 24/04/2026 10:04

Por Lelo Sampaio e Silva

O local, denominado Sala de Memórias, já está sendo usado por muitas escolas como fonte de pesquisa

A empresa O Jornal acabou de receber um espaço reservado na Biblioteca Municipal de Santa Fé do Sul.
Embora já tivesse doado parte de seus arquivos anteriormente, em 2023, O Jornal fez a doação de seus livros contendo nas páginas do semanário pioneiro em Santa Fé do Sul. Cada edição foi devidamente encadernada, em capa dura, tornando possível de se fazer pesquisas por semestre ou ano, desde a década de 70 até praticamente os dias atuais.
Segundo a diretora geral de Cultura de Santa Fé do Sul, Ana Paula Pelaio Garcia Toppan, a ideia de criar um espaço exclusivo para pesquisas ou consultas em O Jornal surgiu após a revitalização da biblioteca municipal com um acervo completo de mais de 50 anos de matéria impresso. “Falamos de um sentimento muito verdadeiro, o de não deixar a nossa história se perder. Quando olhamos para as páginas de O Jornal, percebemos que ali está a vida da cidade, os momentos importantes, as conquistas e até as dificuldades que ajudaram a formar Santa Fé do Sul. A partir de 1972, quando Alcides Silva assumiu a direção, O Jornal passou a contar essa história com muito cuidado e dedicação. E esse trabalho continua até hoje com seu filho, conhecido com carinho como Lelo Sampaio e Silva. Desta feita, sentimos que era mais do que importante, era necessário criarmos um espaço onde as pessoas pudessem ter acesso a tudo isso”, disse Paula Toppan.
De acordo com ela, a Sala de Memórias é um espaço simples, organizado e muito especial. “Tudo foi pensado com cuidado para que as pessoas possam entrar, sentar com calma e folhear os jornais com tranquilidade. Os exemplares estão organizados por ano, o que facilita muito na hora da pesquisa. Mas, mais do que isso, é um lugar onde a gente consegue voltar no tempo. Cada página traz uma lembrança, uma história, um pedaço da cidade. É um espaço que emociona, principalmente a quem viveu aquelas fases. É um espaço silencioso, respeitoso, quase como um santuário da memória, onde cada página folheada revela um pedaço da identidade do nosso povo”, pontuou ela.
O acervo reúne exemplares de 1970 a 2020, cobrindo 50 anos da história da cidade. É um material muito rico, que mostra como Santa Fé do Sul cresceu e se transformou ao longo do tempo.
Em conversa com nossa reportagem, Paula Toppan disse que a procura pelas pesquisas em O Jornal tem superado as expectativas. “A procura é constante. Muitos estudantes e professores vão até a biblioteca para fazer trabalhos escolares, principalmente sobre a história da cidade, mas também aparecem moradores que querem relembrar momentos antigos, procurar notícias de família ou simplesmente matar a saudade de um tempo que ficou marcado. É bonito ver como esse espaço desperta interesse e emoção nas pessoas, disse Toppan.
A diretora geral de Cultura explicou que os arquivos de O Jornal passaram a fazer parte da Biblioteca Municipal através de um trabalho de organização e cuidado com a história da cidade.
Segundo os livros tombados, a Biblioteca recebeu os exemplares no ano de 1980.
Desde então, esse material passou a ser cuidado e preservado com muito respeito, reconhecendo a importância que ele tem para a história de Santa Fé do Sul.
“Foi a partir desse momento que o acervo ganhou ainda mais valor, deixando de ser apenas um conjunto de jornais e se tornando um verdadeiro patrimônio da cidade, acessível a todos que desejam conhecer ou relembrar sua trajetória. Algumas edições podem não ter sido guardadas, e é importante tentar recuperar esses materiais para que a história fique completa. Também é muito importante investir na digitalização, para que mais pessoas possam acessar esse conteúdo com facilidade e para garantir que ele seja preservado por muitos anos”, disse.
“A Sala de Memórias é um lugar que guarda muito mais do que jornais, guarda a história de um povo. Santa Fé do Sul cresceu, se desenvolveu e hoje é uma cidade de destaque na região, e tudo isso está registrado lá. Cuidar desse acervo é cuidar da nossa identidade. É lembrar de onde viemos e ter orgulho de tudo que já construímos. E, principalmente, é deixar esse legado para as próximas gerações”, finalizou a diretora geral de Cultura de Santa Fé do Sul, Ana Paula Pelaio Garcia Toppan.

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